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Arouca-Moreirense, 0-2 (crónica)

Simão Duarte , Estádio Municipal de Arouca
2 nov 2025, 20:06

Moreirense veio a Arouca soprar as velas do aniversário

A festa de aniversário foi ontem (sábado), mas o Moreirense soprou hoje (domingo), em Arouca, as velas ao vencer por 2-0. Guilherme Schettine foi o protagonista, ao marcar os dois golos do triunfo, mas a principal explicação para o mesmo deve-se à organização dos cónegos, que os arouquenses nunca conseguiram quebrar.

No que toca às escolhas dos técnicos, Vasco Seabra promoveu quatro mudanças face à derrota com o Benfica: Mantl, Fukui, Lee Hyunju e Djouahra entram para os lugares de Valido, Van Ee, Pablo e Puche. Vasco Botelho da Costa, no lado do Moreirense, fez dupla alteração, com as entradas de Schettine e Landerson em detrimento de Yan Lincon e Cédric Teguia.

Portas trancadas, mas as pequenas frestas fizeram entrar os golos

Foram os Lobos de Arouca a dar o pontapé de saída no encontro e quem até entrou bem, nos primeiros minutos, procurando somar aproximações à baliza adversária. Contudo, desde bem cedo, a organização defensiva do Moreirense foi um pesadelo para os arouquenses, com os cónegos a fecharem todas as portas para entrarem na área. 

Por outro lado, a defensiva arouquense começou a deixar as frestas abertas e os golos adversários começaram a entrar. Corria o minuto 12 quando Schettine ganhou a frente do lance no coração da área e respondeu ao cruzamento de Benny com o remate para o golo. Uma aposta certeira de Vasco Botelho da Costa, que voltou a contar com o seu homem-golo na frente de ataque.

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Do momento do 1-0 até ao intervalo, toda a primeira parte caracterizou-se pela tentativa de resposta do Arouca, que esbarrava sempre na organização defensiva do Moreirense, a qual não dava tempo nem espaço para rematar. O único local onde existia espaço para isso era fora da área, mas tudo o que foi tentado pelos Lobos de Arouca nunca foi muito incomodativo para André Ferreira (apenas Lee, aos 30 minutos, e Solà, aos 41, testaram verdadeiramente a sua atenção). Já o Moreirense estava confortável em campo, ao defender-se das investidas arouquenses e, quando criava as suas, era extremamente eficaz. Benny conduziu pela direita e cruzou atrasado para Schettine, que estava a chegar para fazer o 2-0.

A vantagem dos cónegos, ao descanso, poderia ter sido ainda mais superior, já que, ao minuto 45+3, Alanzinho caiu na área. O árbitro marcou uma grande penalidade, mas, chamado pelo VAR, reverteu a decisão.

Ânimos mais quentes, mas jogo muito congelado

Tal como no primeiro tempo, os arouquenses entraram no segundo tempo com o desejo de assumir o controlo das operações, imprimindo agressividade no seu jogar. Assim, foram travados vários duelos mais duros entre jogadores de ambas as equipas, com o apoio dos adeptos da casa (1249). Tudo isto resultou em quase nada, porque apesar dos ânimos efervescentes, o jogar propriamente dito estava muito congelado. O Moreirense manteve a solidez da grande muralha defensiva e os arouquenses, quando chegavam a zonas adiantadas, raramente conseguiam rematar, insistindo em cruzamentos (especialmente de Arnau Solà) para a área. Porém, todos terminavam aliviados pela defensiva forasteira.

Com este resultado, o Moreirense regressa às vitórias e, apesar de ocupar o 6º lugar, reduz a distância para com o Famalicão. Já o Arouca encontra-se em 15º lugar, um lugar acima dos três de descida e com apenas mais um ponto do que o 16º classificado, o Casa Pia.

A figura: Guilherme Schettine

Ausente dos golos desde finais de setembro, o avançado brasileiro voltou a mostrar a sua veia goleadora em Arouca, ao assinar os tentos desta vitória. Em ambos os golos, é de se salientar a capacidade de posicionamento: no primeiro, ganhou a frente a Fontán na hora H e, no segundo, apareceu no espaço central entrelinhas (visto que partia de trás) para fazer o segundo. Nota ainda para o jogo de Stjepanovic, que esteve muito capaz no capítulo do passe e deu o seu contributo defensivamente.

O momento: primeiro golo do Moreirense, ao minuto 12

O jogo esteve sempre de feição para o Moreirense, que conseguiu controlar as operações e, acima de tudo, impedir que os arouquenses, mesmo tendo bola, pudessem criar perigo. Isso ficou-se muito a dever ao primeiro golo dos cónegos, que desbloqueou esse conforto e também um desconforto para os arouquenses. Foi daí em diante que o Moreirense passou a controlar o encontro.

Negativo: quadro tático arouquense

Apesar de terem iniciativa, vontade e grande parte da posse de bola, faltaram sempre argumentos aos arouquenses, tanto defensivamente, mas especialmente ofensivamente. Por várias vezes, os Lobos de Arouca chegaram à entrada da área e usavam e abusavam dos cruzamentos para o centro da área, onde Barbero lutava sozinho contra o Mundo. Hoje, a exibição pobre dos arouquenses explica-se não apenas pela exibição muito bem conseguida do Moreirense, mas também por tudo aquilo que taticamente o Arouca não conseguiu fazer.

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