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Arouca-Farense, 2-2 (crónica)

23 fev 2025, 17:56

Jogo de loucos termina com empate

No fundo do vale de Arouca, a equipa da casa e o Farense protagonizaram um grande espetáculo. 2-2 foi o resultado final de um encontro impróprio para cardíacos e que teve de tudo um pouco, desde grandes golos, a longas paragens para o árbitro do encontro ouvir o VAR.

Confira o FILME DO JOGO

Em relação ao último encontro, Vasco Seabra fez dupla troca, substituindo Tiago Esgaio e o castigado Mantl por Alex Pinto e Valido. No lado do Farense, Tozé Marreco rendeu Marco Matias e o castigado Zé Carlos por Tomané e Filipe Sousa.

Leões de Faro vieram para Arouca no foguete de Poloni

O clima ameno em terras de Santa Mafalda estava mais que convidativo para um bom jogo de futebol, contudo, tal tardou em aparecer. Apesar da equipa da casa assumir desde bem cedo a maioria da posse de bola, os Leões de Faro apresentaram-se com melhor capacidade de causar perigo. Corria o oitavo minuto de jogo quando Pastor registou a primeira chance de perigo, com um cruzamento/remate bastante traiçoeiro, onde Valido, atento, desviou a bola para canto.

Daí em diante, o encontro ficou marcado pela inércia de ambas as equipas na construção de jogo, tanto na primeira fase como na aproximação à área adversária, onde os passes não estavam a sair com a eficácia necessária. Sem que o FC Arouca conseguisse rematar, os comandados de Tozé Marreco foram somando chances. Por volta da meia hora de jogo, Tomané procurou servir Rony Lopes, que se encontrava isolado ao segundo poste, mas um corte crucial de Weverson evitou males maiores. O mesmo Tomané procurou, pouco depois, assumir ele próprio a finalização de uma chance, mas Valido saiu bem aos seus pés.

Já bem perto do intervalo, Derick Poloni, à lei da bomba, inaugurou com justiça o marcador. O ala-esquerdo, com o seu pé esquerdo, desferiu um foguete à entrada da área. Ainda que Valido não tenha ficado muito bem na fotografia, fica a sensação de que o guardião arouquense não viu a bola partir do pé de Poloni.

Raça arouquense apareceu em altas e mudou tudo

Vasco Seabra, sabendo certamente que seria preciso algo de diferente nos Lobos de Arouca, efetuou uma dupla alteração ao intervalo mas, mais do que isso, revolucionou por completo o espírito da equipa. Com a acutilância e o perigo característicos desta bom momento de forma arouquense, desde cedo a equipa de terras de Santa Mafalda começou a soltar-se da marcação adversária e a caminhar em direção à baliza defendida por Ricardo Velho.

Ao minuto 57, à terceira tentativa, fizeram o golo do empate. O lance começa num cruzamento de Alex Pinto, em que Nandín cabeceia para uma primeira defesa de Ricardo Velho. Trezza tenta a recarga, mas o guarda-redes do Farense volta à defender e só à terceira tentativa, com o guardião adversário já no chão, é que o uruguaio marca. Curioso que o extremo uruguaio marcou nos três encontros do FCA esta época contra a equipa de Faro.

Dez minutos depois, um outro uruguaio fez o gosto ao pé. Dylan Nandín apresentou-se nas costas da defensiva adversária, os jogadores do Farense julgaram que este se encontrava em fora de jogo, mas ainda assim o avançado colocou a bola no fundo das redes. Após longa espera pelo VAR, o árbitro André Narciso validou o golo.

Poucos minutos depois, novo compasso de espera bastante comprido: ao minuto 73, Rony Lopes, assistido por Rui Costa, atirou com força para aquele que seria o 2-2, mas depois da análise do VAR, André Narciso invalidou o golo, por fora de jogo de Rui Costa.

Apesar do golo anulado, os Leões de Faro não desistiram e conseguiram mesmo marcar o 2-2 na reta final. Na sequência de um canto, Tomané saltou mais alto e colocou a bola no fundo das redes.

O período final de compensação foi disputado num vaivém constante, em excesso de velocidade, com ambas as equipas a tentarem o tudo por tudo pelo golo do triunfo. Foi o FC Arouca que teve a melhor chance, onde Dylan Nandín, numa rápida transição, fez um chapéu a Ricardo Velho, mas Bermejo, com um corte providencial, negou o golo do triunfo.

FIGURA DO JOGO: Tomané

Do início ao final do encontro, o ponta de lança do SC Farense esteve ligado ao jogo, aparecendo em todos os momentos de perigo da equipa de Faro. Se no primeiro tempo já havia estado perto de assistir Rony Lopes e até de fazer ele próprio um golo, no segundo tempo foi decisivo ao marcar o golo do empate.

MOMENTO DO JOGO: O corte providencial no último suspiro

Existiram inúmeros momentos neste encontro que mereciam ser aqui referidos, como a bomba de Derick Poloni que inaugura o marcador, mas escolhemos o corte providencial de um atleta do Farense no último suspiro do jogo. Caso este não tivesse efetuado esse alívio, seria quase certo que o FC Arouca iria marcar o 3-2 e vencer o jogo.

POSITIVO: A força de vontade de ambas as equipas

Que luxuosa segunda parte FC Arouca e SC Farense nos apresentaram, com belos lances e bons golos. Acima de tudo, o que prevaleceu foi a crença de ambas as equipas, algo que nunca desapareceu no segundo tempo. Até ao último segundo do encontro, o resultado esteve em aberto, devido a essa disputa, onde cada lance foi disputado como se fosse o último.

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