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Arouca-Estrela, 1-0 (crónica)

Simão Duarte , Estádio Municipal de Arouca
19 abr, 17:43

Na luta sofrida pela manutenção, o Arouca bateu o Estrela e está mais próximo de a confirmar

No primeiro encontro deste domingo, o Arouca recebeu e venceu o Estrela da Amadora pela margem mínima (1-0). Um encontro globalmente equilibrado, com dois conjuntos a procurarem jogar, mas no qual os da casa marcaram no reatar da partida, capitalizando uma das várias falhas individuais que se registaram no encontro.

Em relação às escolhas dos técnicos, Vasco Seabra promoveu o regresso de Arruabarrena à baliza arouquense, depois de cumprir castigo na jornada anterior. João Nuno manteve as mesmas escolhas com as quais o Estrela da Amadora recebeu o Sporting, no desaire (0-1) frente aos leoninos.

Perigo aqui e ali, mas sem golos

O clima em terras de Santa Mafalda estava extremamente convidativo para a prática do futebol, mas, após o apito inicial, foi preciso esperar alguns minutos para que as duas equipas se aplicassem afincadamente na prática do desporto-rei. Só ao quarto de hora é que começaram a suceder momentos de relevo: Barbero cabeceou para o fundo das malhas, mas o lance foi invalidado por falta sobre Bruno Langa. Algo que não demoveu o ponta de lança espanhol, que de imediato obrigou Renan a defesa apertada, quando Pablo, com um grande passe, o isolou na cara do golo. Van Ee, de longe, fez a bola passar a rasar o poste direito.

Mais Arouca nos primeiros minutos, com os tricolores a ameaçarem só perto da meia hora de jogo, quando Stoica, na sequência de uma cobrança rápida de um livre, se colocou nas costas da defesa e atirou por cima. Um lance que teve resposta imediata de Barbero, que fez a bola passar rente ao poste direito.

O encontro foi animando ao longo dos minutos e, no período final do primeiro tempo, registou os momentos mais sonantes. Ao minuto 35, Rodrigo Pinho, à boca da baliza, cabeceou para defesa a dois tempos de Arruabarrena. Um lance que mereceu análise do VAR, dado que o guardião arouquense afastou a bola com parte desta já para lá da linha de golo. Contudo, o entendimento foi que não passou totalmente, pelo que não se confirmou o golo. Se tivesse sido golo, estaríamos a falar de um “frango” do guardião arouquense, mas como não se confirmou, podemos dizer que foi uma grande defesa.

Ainda antes do descanso, Pablo e Barbero tentaram a sua sorte para os arouquenses, mas não obtiveram precisão nos tentos. Tudo isto num primeiro tempo equilibrado, com as duas equipas a somarem vários erros individuais, que explicam a intermitência no fio de jogo.

Pressão alta, no corpo e na mente

Pouco após o reatar da partida, surgiu o golo dos arouquenses. Num primeiro momento, Djouahra disparou de fora da área e Renan, que não ficou bem na fotografia, defendeu para a frente. No duelo entre Barbero, Esgaio e Bruno Langa, foi o capitão dos Lobos de Arouca a levar a melhor, atirando para o fundo das malhas. Daí em diante, com a pressão a sentir-se também na tomada de decisão dos atletas, foi o Estrela quem se superiorizou e procurou o golo do empate.

Stoica deu um primeiro aviso, atirando com estrondo ao poste direito. Rodrigo Pinho, já para lá da hora de jogo, testou os reflexos de Arruabarrena, que negou-lhe o golo com nova intervenção de enorme qualidade. O período final do encontro foi vivido com muita pressão e refletiu-se não só no jogo propriamente dito, mas também nas substituições, com Vasco Seabra a apostar num 5x3x2 na reta final e o Estrela a lançar avançados para campo, com o emblema tricolor a instalar-se totalmente no meio-campo adversário.

Até final, apesar das ameaças de perigo, este não se concretizou e os arouquenses conquistaram um triunfo arrancado a ferros, com o qual somam agora 35 pontos, estando cada vez mais próximos de garantir a permanência na Liga. Já o Estrela continua imediatamente acima da linha de água, com os mesmos 28 pontos, apenas mais dois que o Casa Pia.

FIGURA: Arruabarrena

Num encontro em que o Arouca, especialmente após colocar-se em vantagem, teve de sofrer bastante perante a pressão adversária, Ignacio de Arruabarrena evidenciou-se com um punhado de defesas de alto nível, importantíssimas para o resultado final. Destacar também o lance do primeiro tempo, no qual o guardião afastou a bola já em cima da linha de golo, algo que o VAR, apesar da demora, considerou que não foi golo.

MOMENTO: O golo de Tiago Esgaio, ao minuto 46

Num encontro que registou alguns momentos de relevo, o destaque vai para o golo do Arouca, que alterou o resultado e levou ao triunfo caseiro pela margem mínima. Djouahra atirou para defesa de Renan, mas, como a defesa foi para a frente, a bola sobrou para o capitão arouquense, que não desistiu do lance e atirou para o fundo das redes.

NEGATIVO: No debate tecnológico, hoje, uma das ferramentas fez falta

Um dos lances deste encontro que certamente gerará debate é o lance do primeiro tempo, no qual Arruabarrena afastou a bola já em cima da linha de golo. As opiniões certamente vão dividir-se, contudo, poderia existir uma forma eficaz de dissipar quaisquer dúvidas: a tecnologia da linha de golo, que não existe, até ao momento, nos campeonatos nacionais.

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