Nas curvas de Arouca, encarnados aproveitam deslize do Sporting
Após a reviravolta no principado do Mónaco, o Benfica deslocou-se ao vale de Arouca para defrontar o emblema arouquense. No dia do 70º aniversário do antigo Estádio da Luz, as águias sentiram-se em casa e aproveitaram o deslize do Sporting para vencer o Arouca por 0-2.
Relativamente ao último encontro do Arouca para a Taça, Vasco Seabra (cumpriu castigo e viu o jogo na bancada) promoveu quatro alterações: saíram Popovic, Quaresma, Fukui e Pedro Santos, entraram Chico Lamba, Danté, Sylla e Loum (este último proporcionou a dinâmica de terceiro central em momento defensivo). Bruno Lage, pelo Benfica, nada mudou em relação ao jogo para a Liga dos Campeões contra o Mónaco.
Um borrão no quadro mais bonito que a natureza pintou
Diz o hino da vila de Arouca que o vale é «o quadro mais bonito que a natureza pintou». E, de facto, assistiu-se a um primeiro tempo bonito, onde ambas as equipas estiveram bem, apesar dos diferentes contextos (os encarnados lutam pela liderança, os arouquenses pela primeira vitória na era Vasco Seabra).
O encontro arrancou pautado pelo equilíbrio, onde a equipa caseira não se deixou intimidar pelo poderio do adversário. Após um pequeno susto que Mantl resolveu, foram os Lobos de Arouca a registar a primeira chance de perigo, ao minuto 10, por Alfonso Trezza. O extremo uruguaio, convertido em ponta de lança, tentou o chapéu sobre Trubin, mas este saiu-lhe curto e o guardião encaixou a bola.
À entrada do quarto de hora, Jose Fontán borrou a pintura, com o auto-golo que colocou os encarnados em vantagem. Na sequência de um cruzamento de Akturkoglu para a área, Fontán disputou a bola, procurando evitar que esta ficasse à mercê de Pavlidis, mas acabou por coloca-la no fundo da própria baliza. Após as chances perigosas de Jason aos 20m e de Di María aos 22m, até ao intervalo o encontro foi ficando mais faltoso, baixando de ritmo, mantendo sempre o equilíbrio.
Por um, pagam todos
Com o arranque do segundo tempo, os Lobos de Arouca apresentaram-se com as garras à vista, mas a toada de jogo, em relação ao final da primeira parte, manteve-se inalterada. O perigo ressurgiu apenas à hora de jogo, onde Pavlidis, por duas vezes (uma delas em fora de jogo), teve pontaria a mais e não conseguiu finalizar. Jason deu a resposta arouquense, tendo voltado a assumir as rédeas do ataque arouquense e a disparar à baliza de Trubin, com o guardião a ter de se aplicar para evitar o golo.
À entrada dos últimos vinte minutos, ambos os técnicos foram mudando peças e isso trouxe maior agitação, especialmente para as águias, que voltaram a marcar. Tal como no primeiro tempo, para o lado da equipa de terras de Santa Mafalda, por um, pagam todos. Nico Mantl, após efetuar um bom bloqueio a remate de Pavlidis, saiu à bola e acabou por derrubar Leandro Barreiro. Na cobrança do castigo máximo, Di María não perdoou, atirando para o lado oposto ao que o guardião da casa escolheu.
Até final, o Benfica foi gerindo o encontro, olhando já para o que se segue no calendário, ao passo que o Arouca não se deixou abalar e ainda tentou o golo de honra, mas sem sucesso. Assim, as águias voam provisoriamente até ao segundo posto, reduzindo para pontos a diferença para com o Sporting. Já os arouquenses mantém-se na 17.ª posição, com os mesmos pontos do último classificado Farense.