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«Ao perder Güven Yalçin, perdemos força, qualidade e referência na frente»

Ricardo Jorge Castro , Estádio do Dragão, Porto
29 set 2024, 21:34
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FC Porto-Arouca, 4-0 (reportagem): Gonzalo García diz que a equipa pagou «um pouco a fatura», devido à expulsão

Declarações do treinador do Arouca, Gonzalo García, na sala de imprensa do Estádio do Dragão, após a derrota por 4-0 ante o FC Porto, em jogo da 7.ª jornada da Liga:

«As equipas grandes, quando perdem, no jogo seguinte surgem com mais energia. Mas, na primeira parte, apesar da energia que o FC Porto pôs em campo, penso que fizemos um bom jogo. Sinto que estávamos bem no campo, que tínhamos tudo controlado na parte defensiva e sinto que com bola estivemos bem, na evolução que vamos tendo e que mostrámos personalidade. Com dez, é difícil. Na segunda parte pagámos um pouco a fatura. Sinto que a primeira parte foi boa.»

[Se estava preparado na segunda parte para dois avançados e se foi mais preocupante isso, ou estar a jogar sem um avançado e com menos um jogador:] «Jogarem com dois [avançados] ou com um, não era algo que me preocupava, porque sinto que, como queríamos jogar, ou começar a segunda parte com duas linhas de quatro, mais o Trezza à frente, podíamos ter defendido essa situação sem problema. Muitas vezes jogas com equipas que têm dois avançados e nós só tínhamos o Popovic e o Fontán [ndr: no centro da defesa], eles são fortes e a equipa estava junta. Certo é que numa das primeiras bolas que cai na área, fazem golo. Depois, cometemos um pequeno erro na saída e o jogo como que morre. Na primeira parte creio que saímos bem, mas necessitámos do Guven [Yalçin] para criar os espaços e receber, muitas vezes, a bola. Ao perder o Guven, perdemos força, qualidade e uma referência na frente.»

«Nunca repetimos um onze, esta foi a primeira vez e nunca não repeti o onze por alguma ideia minha, é porque jogadores que começaram o campeonato, agora já estão noutras equipas, outros estão lesionados e jogadores como o Dante, o Popovic, o Ivo Rodrigues e o Guven chegaram no fim do mercado. Então, é normal que, com tantas mudanças, às vezes sobretudo com o que queremos fazer, exigem-se muitas coisas em algumas posições aos jogadores.»

[O que pretendeu ao colocar uma linha de cinco após o 3-0, com a entrada de Chico Lamba para a defesa:] «Era um pouco de tudo. Precisávamos de pernas também para correr por fora, o Dante continuava a fazer isso, o Ivo estava a começar a ficar cansado, queríamos gente por dentro para poder continuar a manter bola e, em algum momento, na frente, com o outro avançado, ter um pouco de profundidade. Não queríamos renunciar ao jogo, mas sentia que tínhamos de fechar a zona central e passámos a construir de forma um pouco diferente, com três jogadores no meio-campo. Tentámos por fora, mas foi difícil. Foi por dois motivos, defensivo e ofensivo.»

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