APAF condena «pressão» dos clubes para condicionar a arbitragem

7 ago, 17:01
Apito de árbitro (AP)
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José Borges, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, apela ainda ao «respeito» pelas instituições e seus profissionais

José Borges, presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol, insurgiu-se, esta sexta-feira, contra a «pressão» que os clubes estão a exercer sobre a arbitragem e apela ao «respeito» pelas instituições e os seus profissionais.

«O início de uma nova época não deveria ficar marcado por tentativas de condicionamento da arbitragem, através da publicação de notícias ou de declarações públicas sobre árbitros», criticou, nas redes sociais, no dia em que o Estoril e Famalicão dão o pontapé de saída na Liga 2026/2027.

José Borges lamentou, ainda, o clima que está a ser instalado ao redor das nomeações para a primeira jornada, salientando que «este não poder ser o caminho escolhido pelos dirigentes do futebol português». 

«Não podemos começar a época a colocar pressão sobre os árbitros, que tal como os outros intervenientes no jogo, jogadores e treinadores, também merecem respeito, quando as competições estão no início», acrescentou.

O presidente da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol recordou também os elogios que as equipas técnicas e planteis dos diversos clubes recebem antes do início dos campeonatos, reforçando que não existe «qualquer justificação para apontar o dedo aos árbitros, quando a bola nem sequer começou a rolar».

O responsável reiterou que os clubes se devem concentrar no seu trabalho interno e deixar a gestão das nomeados para o Conselho de Arbitragem.

«Mais tarde, chegará, para todos, dirigentes, treinadores, jogadores e árbitros, a hora das avaliações», disse.

Desta feita, José Borges insiste num «caminho do respeito pelas instituições, pelos árbitros e pela independência da arbitragem», para que o foco esteja no futebol praticado no relvado.

Por fim, garante que a APAF estará «como sempre», ao lado dos árbitros, sublinhando a «confiança plena na sua competência, integridade e capacidade para decidir com independência, mesmo nos momentos de maior exigência». 

«Desejamos excelentes jogos e que esta época permita grandes conquistas pessoais e desportivas a todos os nossos árbitros», concluiu.

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