Alverca-Rio Ave, 1-1 (crónica)

Diogo Marques , Complexo Desportivo do Alverca
8 nov 2025, 17:28

Segundo tempo prometeu muito, mas empate não foi desfeito

Muita parra e pouca uva. Assim pode ser descrita a primeira parte deste jogo, muito por culpa da pouca eficácia do Alverca e o proveito máximo do Rio Ave. Clayton voltou a fazer das suas e apareceu de rompante para fazer o 1-0 a favor dos vilacondenses, num cabeceamento indefensável para André Gomes.

O segundo tempo arrancou da mesma forma, com o Alverca a conseguir ser superior nos minutos iniciais, mas desta vez a manter a pressão sobre o adversário por mais tempo. No banco estava o antídoto para tal passividade e Sandro Lima foi feliz na sequência de uma bola parada. O segundo tempo acabou por prometer muito, mas ninguém saiu feliz.

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Uma tarde de sol recebeu o jogo entre Alverca e Rio Ave, separados por apenas um ponto na classificação (algo que se notou nas quatro linhas). Entrou melhor o conjunto orientado por Custódio, sobretudo pela pressão que conseguiu exercer no meio-campo adversário.

Ora, com sistemas idênticos (3-4-3), os pormenores ditaram grande parte das ocasiões de perigo nos minutos iniciais do encontro. Destaque para um cabeceamento de Nuozzi, em cima do quarto de hora inicial, que obrigou Chamorro a uma defesa atenta.

O jogo acabou por mudar de rumo pouco depois, com o Rio Ave a assumir o protagonismo e que o diga André Luiz. Num duelo muito particular com André Gomes, o ex-jogador do Estrela da Amadora deu autênticas dores de cabeça ao setor defensivo do Alverca e por muito pouco não conseguiu mesmo colocar o nome na lista de marcadores.

Com alguma naturalidade, os visitantes acabaram por chegar à vantagem no marcador, graças ao inevitável Clayton. Na sequência de um cruzamento perfeito do lado direito, o avançado brasileiro apareceu solto de marcação e, dentro da área, finalizou de cabeça para o 1-0. Um lance que gelou as bancadas do Complexo Desportivo de Alverca.

Esta vantagem manteve-se até ao intervalo e muito pela pouca produção ofensiva da equipa da casa. Tal como tinha acontecido no arranque do primeiro tempo, o Alverca voltou a entrar com mais personalidade e conseguiu ter bola no meio-campo ofensivo, ainda que sem relativo perigo.

Francisco Chissumba dispôs de uma boa ocasião para faturar, mas entre o pontapé rasteiro não teve força suficiente para levar a bola até ao fundo da baliza. Os adeptos tiveram de esperar alguns minutos até terem «autorização» para festejar. Na sequência de uma bola parada, Sandro Lima teve impacto instantâneo e marcou de cabeça, praticamente na mesma zona em que Clayton tinha sido feliz.

O empate a um golo deixa tudo como estava à entrada para esta 11.ª jornada, ou seja, com as duas equipas separadas por apenas um ponto na tabela classificativa.

A Figura: Sandro Lima

Entrou no segundo tempo e teve impacto imediato no rumo do encontro. Na conversão de um pontapé de livre, o camisola 91 do Alverca foi às alturas impor-se sobre a defesa adversária e cabecear para o 1-1, levando à loucura os adeptos presentes nas bancadas. De resto, esteve sempre disponível para combinações, quer na parceria com Marezic, quer sozinho na frente de ataque.

O Momento: Clayton desfaz o nulo

Pouco depois da meia hora de jogo, o avançado brasileiro apareceu para ser protagonista e concluir um lance de perigo junto à baliza do Alverca. O cruzamento de Vrousai foi perfeito e a cabeçada de Clayton não menos exemplar. Um lance a régua e esquadro que gelou as bancadas e deixou o Rio Ave em vantagem no encontro.

Positivo: André Gomes

Muito por culpa do que fez na primeira parte, o guarda-redes emprestado pelo Benfica esteve irrepreensível entre os postes e nada podia fazer para evitar o golo de Clayton. Por duas vezes negou o golo a André Luiz e acabou por manter o Alverca dentro do jogo com mais uma exibição bastante positiva.

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