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Modelo de comercialização dos direitos audiovisuais aprovado, Benfica vota contra

Samuel Santos , Sede da Liga Portugal, Porto
17 abr, 18:56

Benfica e Nacional diferem da maioria quanto à centralização. Assembleia-Geral decisiva vai acontecer antes do fim da época

A maioria das sociedades desportivas do futebol profissional – 18 da Liga e 15 da II Liga – aprovou o modelo para a comercialização dos direitos audiovisuais no mercado doméstico. Este foi um novo passo rumo à centralização, que vai ser implementada a partir da época 2028/29, conforme obriga o decreto-Lei de 25 de fevereiro de 2021.

Na tarde desta sexta-feira, na sede da Liga Portugal, em Ramalde – no Porto – a proposta da Liga Portugal foi aprovada com mais de 92 por cento de votos favoráveis. Apenas o Benfica votou contra, enquanto o Nacional absteve-se. Cada emblema da Liga contou com dois votos, enquanto as equipas da II Liga tiveram um voto.

Esta Assembleia-Geral definiu aspetos como a participação no leilão, a vigência dos contratos e as “linhas vermelhas” na exploração dos direitos de transmissão. Os quatro principais emblemas da Liga não foram representados pelos respetivos presidentes.

O próximo passo

O modelo aprovado nesta sexta-feira segue para a Autoridade da Concorrência. Até final da época – ou seja, até 30 de junho – as 33 sociedades desportivas vão voltar a reunir para aprovar a chave de distribuição das receitas provenientes dos direitos audiovisuais. Para haver "luz verde" é necessária uma maioria simples (metade mais um).

O Benfica e o Nacional

Benfica continua contra a centralização, uma vez que estima prejuízo até 15 milhões de euros.

Em todo o caso, no final de 2025, a maioria dos clubes defendeu a chave de distribuição apresentada por Reinaldo Teixeira. Esta chave prevê a divisão das receitas em 90 por cento para clubes da Liga e 10 por cento para a II Liga. Depois, outras nuances entram na equação:

  • 32,5 por cento desse total será dividido de igual forma pelos 18 clubes;
  • 44,2 por cento será dividido entre os 18 clubes de acordo com o rendimento desportivo;
  • 14,3 por cento será dividido segundo critérios de implantação social;
  • 5 por cento será dividido de acordo com a qualidade das infraestruturas;
  • 4 por cento será dividido segundo as condições para a transmissão televisiva.

Ora, é neste aspeto que o Nacional discorda. Para o emblema madeirense, o total a dividir pelos 18 clubes da Liga deveria ser de 50 por cento, e não de 32,5. A abstenção nesta sexta-feira deveu-se a essa dissonância e o Nacional vai avançar com a proposta de alteração da chave aquando da Assembleia-Geral decisiva, a realizar até ao final de junho.

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