Fernando Santos e a Liga das Nações: «São duas janelas difíceis»

16 dez 2021, 18:16
Fernando Santos no Portugal-Sérvia (AP)

Selecionador lamentou o facto de a prova ser jogada no final de uma temporada e no início de outra e considerou o grupo de Portugal «muito consistente»

Portugal ficou inserido no grupo A2 da Liga das Nações, juntamente com Espanha, Suíça e República Checa. Na primeira reação ao sorteio que decorreu esta tarde, Fernando Santos definiu o grupo como «muito consistente».

«Ninguém quer ninguém na Liga das Nações. Estamos no topo da nata da Europa. Há equipas que ficaram no grupo seguinte porque desceram, mas normalmente estariam aqui. Não vale a pena antecipar favoritos ou o quer que seja. Muita coisa vai mudar até lá. É um grupo consistente, muito consistente. Não podemos descartar a Suíça, uma seleção que tem estado presente e que provocou a ida da Itália ao play-off. São equipas de grande qualidade e Portugal tem de estar preparado», começou por dizer, em declarações ao Canal 11. 

O selecionador nacional lamentou o facto de os jogos se disputarem em junho e setembro.

«É uma prova muito rápida. São seis jogos, quatro em junho. Isso torna tudo menos previsível. Vai disputar-se em junho e setembro, são só duas janelas. São duas janelas difíceis, com fim de época e muito cansaço. Portugal e Espanha têm jogadores em campeonatos muito fortes. É sempre um momento difícil. Vários dos nossos jogadores chegaram ao último Europeu longe do desejável. Atualmente os jogadores têm um desgaste tremendo. Em setembro é ao contrário. Depende muito do momento de forma de cada um dos jogadores. Isso vai contar», argumentou. 

Sem tempo para trabalhar, Fernando Santos defendeu que Portugal será obrigado a crescer em competição. 

«O crescimento faz-se na prova. Não tendo tempo para trabalhar em treino, na forma de pensar o jogo e na forma de estar em campo. Podes ir corrigindo e melhorando de jogo para jogo. Tem coisas positivas e menos positivos. Há que preparar isso. Na primeira edição da Liga das Nações vencemos e na segunda fizemos uma grande qualificação, mas depois apurou-se a França que ganhou a prova», concluiu. 

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