Zalazar dita a lei, mas falta cumpri-la
O Sporting de Braga jogou quase toda a partida perante uma equipa em inferioridade numérica, mas sentiu na pele a qualidade do Rapid Viena e venceu apenas por 2-1 na Pedreira, um resultado que deixa o play-off de acesso à Liga Europa completamente em aberto.
À semelhança dos outros jogos desta época - em que os arsenalistas seguem invictos - Rodrigo Zalazar voltou a ser pau para toda a obra e foi claramente o melhor em campo. Assistiu, marcou e colocou a equipa na rota europeia. Agora, falta cumprir a segunda parte da tarefa, na Áustria, algo que certamente será complicado, já que a margem mínima não permite qualquer desleixo.
O jogo esteve ligado à tomada logo desde os primeiros segundos e começou com um calafrio na Pedreira. Um disparate no atraso de bola de Robson Bambu deixou Dion Beljo na cara de Matheus, mas o avançado, já depois de ultrapassar o guardião brasileiro, atrapalhou-se e não foi a tempo de evitar que saísse pela linha de fundo.
Depois do susto, veio um momento de euforia para os bracarenses, quando Lukas Grgic protagonizou uma entrada duríssima sobre Zalazar e foi expulso, com auxílio do VAR.
Em menos de cinco minutos, todas estas incidências ditaram que o Sp. Braga passasse a assumir o domínio. Apesar do caudal ofensivo, os minhotos demoraram a assentaram ideias perante um adversário em inferioridade numérica. Por outro lado, os austríacos aproveitaram todas as nesgas de espaço que iam surgindo. E assim, aos 25 minutos, chegaram à vantagem pelo experiente Guido Burgstaller, na sequência de uma jogada muito bem trabalhada pelo lado direito.
O avançado de 35 anos ficou em campo, ao contrário de Beljo, que foi substituído quando o Rapid ficou reduzido a dez, já depois do falhanço no início do jogo. Manter Burgstaller em campo foi uma decisão acertada de Robert Klauss, já que o atacante obrigou os centrais arsenalistas a estarem muito atentos – coisa que nem sempre aconteceu.
Por esta altura, o Sp. Braga também já jogava com Gabri Martínez na esquerda, face à lesão de Bruma.
Ainda assim, os minhotos continuavam por cima e começaram a acentuar a presença junto da área adversária. Na sequência de um pontapé de canto, a equipa de Carvalhal chegou mesmo ao golo. Pouco depois da meia-hora, Zalazar bateu para a área e Vítor Carvalho, de cabeça, empatou.
O Sp. Braga até podia ter consumado a reviravolta antes do intervalo, mas não o fez e sofreu alguns sustos no recomeço da partida.
Ainda antes de cumprida a hora de jogo, um golo anulado a Burgstaller serviu de mote para aumentar a intensidade.
A equipa austríaca começou a ficar fragilizada no capítulo físico e o Sp. Braga aproveitou esse desgaste, subindo as linhas de pressão e, por consequência, começando a recuperar bolas em zonas mais adiantadas.
Foi dessa forma que surgiu o 2-1. Depois de uma bola ganha em cima da área do Rapid, André Horta colocou no lado direito e Zalazar, depois de tirar o lateral-esquerdo do caminho, rematou cruzado para dar a vitória.
Na parte final do encontro, o Sp. Braga forçou o terceiro golo e teve oportunidades para isso, mas não conseguiu. Os minhotos, assim, têm de estar em alerta máximo, porque deixam a eliminatória completamente em aberto e, na Áustria, o figurino do jogo será completamente diferente. Estes austríacos são osso duro de roer.