Liga Europa: Sp. Braga-Hoffenheim, 3-0 (crónica)

Bruno José Ferreira , Estádio Municipal de Braga
28 nov 2024, 21:57

Entrada à guerreiro descomplica as contas

O Sp. Braga regressou aos triunfos na Liga Europa ao fazer o Hoffenheim ruir na pedreira. Com uma entrada de rompante, aos oito minutos as equipa de Carlos Carvalhal já vencia por duas bolas a zero com golos de Bruma e Roger, alcançando assim três preciosos pontos para subir na tabela. Vítor Carvalho fechou a contagem (3-0) com uma bomba de fora da área.

A entrada competente no jogo, com dois golos de rajada, ajudou rapidamente a definir o desfecho da noite europeia na cidade dos arcebispos, descomplicando as contas bracarenses na competição. O Sp. Braga salta na tabela, chegando aos lugares de play-off, num cenário contrário ao dos alemães.

Repetindo o mesmo onze pelo segundo jogo consecutivo o Sp. Braga soube aproveitar as oportunidades que teve e foi consistente para bloquear, depois, as iniciativas do adversário. Ainda espreitou o terceiro, em contragolpe; chegou nos descontos através de uma bomba.

Entrada à guerreiro abre caminho para o triunfo

Obrigado a vencer para não cair, então, numa situação complicada, o Sp. Braga dificilmente imaginaria uma melhor entrada no jogo. Logo aos dois minutos pôs-se na frente do marcador, aproveitando uma dádiva dos alemães. Ao sair a jogar Baumann entregou a bola a Bruma, que se enquadrou com a baliza para rematar cruzado para golo.

Se este cenário já era animador para as hostes da equipa portuguesa, melhor ficou apenas seis minutos depois com o segundo. Novamente Bruma a dar nas vistas, galgou metros na esquerda e descobriu Ricardo Horta no corredor central, que entendeu o que se passava nas costas abrindo para Roger. O jovem jogador atirou de pé esquerdo para golo.

Oito minutos, Braga na frente com uma vantagem de dois golos. Grande parte do caminho do Sp. Braga estava traçado, com uma dose elevada de competência nestes momentos. Cenário adverso para o 13.º classificado da Bundesliga, que está a protagonizar uma época aquém das expetativas.

Não se expôs ao erro o Sp. Braga, geriu a vantagem e espreitou poder armar contragolpes letais. Mudou aquele que, à partida, seria o figurino do jogo. Teve de correr atrás do prejuízo o Hoffenheim, conquistou uma série de cantos e tentou voltar ao jogo. Niakaté cortou em cima da linha o lance de maior perigo.

Consistência a espreitar o terceiro

Um padrão que se notou ainda mais na segunda metade. O Hoffenheim tinha de assumir as despesas jogo para tentar levar alguma coisa da pedreira. Com uma margem confortável de dois golos o Sp. Braga não se fez muito rogado para assumir uma postura mais conservadora, estando de olho em recuperações cirúrgicas do esférico.

Foi o que sucedeu. Um cruzamento aqui dos alemães, uma tentativa ou outra ali, mas nunca levando o conjunto de Carvalhal para um cenário de desconforto. Esmiuçando as chances de golo, até foram os guerreiros a estar mais perto de voltar a abanar as redes. Roberto Fernández esteve completamente isolado na cara de Baumann, mas precipitou-se e permitiu a defesa ao guarda-redes.

Num dos últimos lances do encontro, já nos descontos, Vítor Carvalho assinou o golo da noite com uma bomba de primeira de fora da área a fechar a contagem. Triunfo incontestável do Sp. Braga, ma tendo o histórico imaculado: Terceiro jogo com o Hoffenheim, terceiro triunfo. Depois de há um mês cair no Dragão, o conjunto da Alemanha cai agora, também, na pedreira. Na próxima ronda da Liga Europa o Sp. Braga desloca-se ao terreno da Roma.

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