Sp. Braga-Estrela Vermelha, 1-1 (crónica)

André Cruz , Estádio Municipal de Braga, Braga
9 dez 2021, 21:59
Sp. Braga-Estrela Vermelha (Lusa/Hugo Delgado)
Sp. Braga-Estrela Vermelha (Lusa/Hugo Delgado)

Na final de Braga, a festa fez-se em tom sérvio

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No derradeiro duelo da fase de grupos da Liga Europa, o Sp. Braga recebeu o Estrela Vermelha sabendo de antemão que só dependia de si para garantir o acesso direto aos oitavos de final. Os minhotos foram melhores e desde cedo o mostraram, mas não conseguiram mais do que um empate (1-1) e vão ter de jogar o play-off.

Stankovic lembrou José Mourinho e tinha avisado que este jogo seria uma final e, por isso, seria dia de pensar em ganhar antes de equacionar jogar bem.

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A postura das duas equipas foi bastante distinta. O Estrela Vermelha, até por ter mais um ponto do que o Sp. Braga, sabia que a responsabilidade estava do lado dos minhotos e deu primazia à organização defensiva, revelando mais «cautelas», tal como Carlos Carvalhal previa.

No conjunto português, dois reforços de última hora vieram acrescentar qualidade e melhorar posições específicas. Al Musrati recuperou – não só de lesão, mas também o lugar no onze inicial – e deu a robustez física e capacidade na manobra defensiva que mais nenhum outro jogador do plantel bracarense tem. No mesmo sentido, também Galeno voltou às opções e veio dar muito trabalho aos defesas sérvios.

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Nos minutos iniciais, as duas equipas procuraram adaptar-se ao adversário. Ambas optaram por três centrais, mas com dinâmicas muito diferentes. No Sp. Braga, Yan Couto recuava em momento defensivo e permitia a Galeno subir no terreno, com Ricardo Horta a juntar-se a Vitinha na frente, em 4-4-2. O Estrela Vermelha optava por maior rigidez na defesa, com pouca participação dos centrais na construção e os alas mais recuados. Na frente, Katai liderava a manobra ofensiva pelo corredor direito, com Ivanic na esquerda e Zivkovic a assumir o corredor central, tentando tirar partido da velocidade.

O perigo chegou pelos pés de Iuri, um dos jogadores em destaque nas últimas semanas no conjunto minhoto. Carvalhal dizia na antevisão que o açoriano chegou a Braga «meio jogador» e estava agora bem mais completo. De facto, o avançado teve uma série de jogadas de excelente recorte técnico, só pecando na hora de finalizar.

O Sp. Braga manteve a toada e ia apostando no corredor direito. Yan Couto voltou a mostrar pergaminhos na hora de tirar os cruzamentos. Numa primeira tentativa, Horta respondeu com um belo remate só travado por Borjan. Depois, foi o defesa adversário que, na tentativa de aliviar a bola, quase fazia auto-golo.

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O Estrela Vermelha ia tentando responder, embalado pelos cânticos da numerosa e bem audível armada sérvia que os acompanhava, mas Matheus esteve sempre seguro a proteger as redes arsenalistas.

Inspirado pelos dribles estonteantes que protagonizou no primeiro tempo, Galeno ‘entrou’ em cena aos 52 minutos. Gobeljic teve uma má abordagem dentro da área, tocou a bola com a mão e Marco Guida (que teve um critério muito alargado ao longo do jogo) assinalou grande penalidade. O avançado brasileiro, na hora de abrir o marcador, não vacilou.

A marca dos onze metros voltaria a ser pisada, mas desta vez na grande área contrária. Diogo Leite atingiu o adversário na face e Katai, aos 70 minutos, colocou os sérvios, novamente, na rota dos oitavos de final da Liga Europa.

Sabendo do nulo que ia prevalecendo em Razgrad, Carvalhal lançou novos trunfos para o ataque. Vitinha tentava na profundidade, na garra e na crença, mas sempre com pouco discernimento.

Os ponteiros iam avançando e o Sp. Braga via o play-off cada vez mais perto. Carvalhal tentava as últimas cartadas, desfez o trio de centrais e lançou Piazon e Mario González na frente. O Sp. Braga insistia, persistia, Yan Couto avançava, cruzava, a bola fazia ricochete e o golo nunca apareceu. 

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Num jogo que se antevia como uma verdadeira final, houve estratégia, bons momentos de futebol, dribles, penáltis e muita emoção, mas a festa fez-se em tom sérvio. O Sp. Braga não foi além de carimbar o acesso ao play-off da Liga Europa. E podem vir daí alguns tubarões.

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