Treinador português apresentou-se ao seu melhor estilo na flash-interview que se seguiu ao empate do Fenerbahçe diante do Manchester United (1-1)
José Mourinho foi José Mourinho na flash-interview que se seguiu ao empate do Fenerbahçe diante do Manchester United (1-1), num jogo da Liga Europa que ficou marcado pela expulsão do treinador português. Numa primeira fase, o treinador não queria abordar o «incidente», mas acabou por fazer largos elogios «à visão periférica» do árbitro do jogo.
O treinador do Fenerbahçe recebeu ordem de expulsão quando o resultado já estava 1-1 e reclamou um alegado penálti que não foi assinalado pelo árbitro. «Ele disse-me uma coisa incrível. Disse-me que conseguiu ver, ao mesmo tempo, a ação na área e o meu comportamento junto à linha. Dei-lhe os parabéns, é absolutamente incrível a sua visão periférica durante o jogo. Num lance a cem quilómetros por hora, ele tinha um olho na situação de penálti e outro olho no banco e no meu comportamento. Foi a explicação que ele me deu e é por isso que é um dos melhores árbitros do mundo», atirou ao seu estilo em alusão à arbitragem do francês Clément Turpin.
Quanto ao jogo. «Eles é que conquistaram um ponto contra nós, não fomos nós que ganhámos um ponto. Fizemos um jogo incrível. Estava agora a dizer aos jogadores que se jogarmos assim na liga turca vamos destruir tudo. Defrontámos uma equipa que está noutro patamar em relação a nós, é óbvio que a Premier League tem mais qualidade, mais intensidade, mais tudo, mas acho que os meus rapazes fizeram um jogo fantástico», destacou.
O United apresentou-se desfalcado em Istambul, com destaque para Bruno Fernandes, a cumprir castigo, mas Mourinho também diz que o Fenerbahçe estava longe da máxima força.
«Provavelmente em Inglaterra, vão falar de dois ou três jogadores do United que não jogaram, mas não sabem quantos dos nossos ficaram de fora. Temos quatro jogadores que não estão inscritos na Liga Europa e, além disso, tínhamos lesões e tivemos de terminar o jogo com um central a jogar a lateral, um defesa direito a jogar no lado esquerdo, tivemos de montar um puzzle louco, mas a nossa exibição foi extraordinária. Não podia pedir mais nada aos jogadores. O Onana fez duas defesas fantásticas. Eles marcaram numa situação que tínhamos previsto, mas fizemos uma exibição sensacional», referiu.
O treinador português esteve a falar com Onana, no final do jogo, e acabou por eleger o guarda-redes do United como o jogador mais determinante no que diz respeito ao resultado final. «Foi ele que salvou o empate. O meu guarda-redes não fez nenhuma defesa e ele fez duas defesas impossíveis em dez segundos. Penso que foi o jogador mais determinante no resultado. Claro que ele não fez vinte defesas, mas fez duas defesas incríveis que só o Onana pode fazer», referiu ainda.
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