Liga Europa: Olympiakos-Sp. Braga, 3-0 (crónica)

3 out 2024, 20:04
Olympiakos-Sp. Braga (AP Photo/Thanassis Stavrakis)

Suplício em Atenas antes do Dragão

Tarde cinzenta e para esquecer para o Sp. Braga que foi autenticamente atropelado, em Atenas, por um Olympiakos «aportuguesado», consentindo a primeira derrota longe da Pedreira esta temporada. A equipa de Carlos Carvalhal sentiu tremendas dificuldades para anular a profundidade de Rodinei e Gelson Martins e raramente conseguiu estabelecer a ligação com o ataque. Nada saiu bem aos minhotos esta quinta-feira e no domingo há jogo no Dragão.

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Com um ambiente espetacular no histórico Estádio Georgios Karaiskakis, no Pireu, o Olympaikos entrou embalado no jogo, procurando colocar a bola no trio de apoio ao avançado El Kaabi, com um futebol direto e muito vertical a colocar muitas dificuldades aos minhotos. A bola chegava facilmente ao último terço, para depois Gelson Martins, sobre a esquerda, e Rodinei, no lado contrário, atacarem a profundidade, com o apoio direto de Ortega e ainda de Chiquinho.

O Sp. Braga demorou a estabilizar o seu jogo, procurando sair de pé para pé, com um futebol apoiado, mas com tremendas dificuldades em estabelecer a ligação com o ataque. Era o Olympiakos que impunha o ritmo forte do jogo, como está bem patente nos cinco cantos que a equipa grega conquistou num espaço de poucos minutos. Com um bloco bem subido e uma constante pressão sobre a bola, o Olympiakos ganhava facilmente a bola e dava origem a novo ataque, num sufoco como os minhtos ainda não tinha sentido esta temporada.

João Ferreira passou por um mau bocado a tentar fechar o corredor direito, diante de um Gelson Martins inspirado, já muito perto dos seus melhores tempos no Sporting e no Monaco, recuperando a sua ginga habitual depois de um longo período lesionado. Logo a abrir o jogo, Gelson Martins surgiu em velocidade nas costas de João Ferreira e serviu El Kaabi para o primeiro golo. Não valeu, porque o português estava adiantado, mas ficou o aviso.

A equipa grega acabou por levantar o pé, ao fim de vinte minutos, permitiu ao Sp. Braga respirar e até equilibrar a contenda. Quando parecia que os minhotos estavam a crescer no jogo, o Olympiakos chegou ao golo mesmo em cima do intervalo. Um lance que começa com uma «rosca» de André Horta, Gelson Martins conquista a bola à entrada da área e serve El Kaabi. O remate do marroquino sofreu um desvio a meio caminho e traiu Matheus.

Um golo mesmo a fechar a primeira parte a castigar um Sp. Braga que jogou quase sempre em reação na primeira parte e que nunca conseguiu ter a inciativa no jogo. Carlos Carvalhal procurou reagir no arranque da segunda parte, com as entradas de Ismael Gharbi e Gorby, mas as apostas do treinador português caíram em saco roto.

O Olympiakos conseguiu recuperar a boa dinâmica que apresentou no início do jogo e, em dois tempos, marcou mais dois golos, em pouco mais de cinco minutos, diante de um Sp. Braga completamente perdido em campo. O primeiro, logo aos 53 minutos, resulta de mais uma perda de bola do Sp Braga que permitiu a Rodinei arrancar, em grande velocidade, pela direita, antes de cruzar para a área. A bola sofreu um desvio nas costas de Niakaté e foi cair nos pés do argentino Santiago Hezze que atirou a contar.

Bola ao centro e Chiquinho quase fez o 3-0, com um remate de fora da área. Na sequência deste lance, o antigo jogador do Benfica ficou queixoso e teve mesmo de ceder o lugar ao veterano Willian que, logo a seguir, acabaria por deixar a sua marca no terceiro golo, aos 59 minutos. Matheus, pressionado por El Kaabi, tentou colocar na frente, mas foi Willian que ganhou a bola e abriu para Rodinei que cruzou para o «bis» de El Kaabi.

Nesta altura, o Sp. Braga estava totalmente perdido em campo, com muitos jogadores fora de posição e sem qualquer ligação entre setores. Carlos Carvalhal lançou, depois, a sua última cartada, com mais três alterações de uma assentada, mas o Olympiakos já estava em modo controlo, com uma elevada posse de bola e um tremendo apoio das bancadas, com os adeptos, sempre a cantar desde o início do jogo, a elevarem os índices de confiança da equipa comandada por José Luis Mendilibar.

O Olympiakos quebra, assim, um ciclo de quatro derrotas consecutivas diante de equipas portuguesas, e soma os primeiros três pontos na Liga Europa, tantos como têm os minhotos ao fim de dois jogos.

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