Liga Europa: Viktoria Plzen-FC Porto, 1-1 (crónica)

22 jan, 20:11
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(Cerv)eja amarga para o dragão, mas com toque final Gül(oso)

Plzen, mundialmente conhecida pela origem da pilsener, essa cerveja fresquinha e leve que tantos apreciam, era palco onde o FC Porto queria saborear um passo em frente na Liga Europa.

Porém, nessa fresquinha (gélida!) noite na cidade checa, o fogo do dragão não aqueceu o suficiente para servir mais uma jornada europeia vitoriosa.

Nem mesmo a jogar com mais um toda a segunda parte.

Nem mesmo com novo penálti, que Samu desperdiçou para o 1-1 em cima do intervalo, após a expulsão de Vydra.

Porém, o final não foi tão amargo assim: Deniz deu-lhe um toque Gül(oso) e evitou a derrota em cima do minuto 90

Se dúvidas havia, o play-off de acesso aos oitavos de final está matematicamente garantido. E o FC Porto mantém-se firme na corrida à passagem direta aos oitavos de final (é sétimo classificado com 14 pontos, antes dos jogos das 20 horas). E, até mais do que isso, evita a ultrapassagem do Viktoria Plzen, que somou o quarto empate seguido na fase de liga, ainda não esteve em desvantagem (!) na prova e é, ao lado de Friburgo e Ferencváros, uma das equipas que ainda não perdeu.

Eficácia checa logo a abrir

A jogar no seu balcão, quem se serviu logo a abrir foi… Cerv. Lukas Cerv. Logo aos seis minutos - ainda mal tinha trabalhado a máquina de Plzen - o médio internacional checo fez um grande golo que esteve perto de valer a vitória. Um remate bem tirado. Como, por aqueles lados, se quer uma boa cerveja. Tudo começou num erro de Kiwior a atrasar uma bola para Diogo Costa.

Depois de Guimarães, o FC Porto tentava passar na casa de outro Viktoria, mas não teve missão fácil. Com quatro mudanças no onze (entradas de Bednarek, Pablo Rosario, Rodrigo Mora e William Gomes) a primeira parte esteve longe de mostrar um grande FC Porto, algo permissivo nas saídas dos checos e a conceder espaços. Um FC Porto com uma cara menos conseguida, como até já se viu noutras noites na versão Liga Europa. E foi o Viktoria, já em vantagem, a dar dois avisos, por Kabongo e Memic, que deram dores de cabeça aos laterais.

Pelo meio, Borja Sainz teve a mais clara ocasião de golo após o 1-0, mas desperdiçou na cara de Wiegele, já numa fase em que o FC Porto ia mostrando um pouco mais de fluidez de jogo.

Penálti e lágrimas de Samu e Gül a servir o empate

E se o momento de Borja podia ter lançado o dragão para outro patamar no jogo, que dizer do que aconteceu em cima do intervalo?

Só que, se Vydra foi expulso após um penálti assinalado para o FC Porto com recurso ao VAR, Samu – tal como em Guimarães – não concretizou, pelo segundo jogo seguido, um penálti que daria o 1-1 antes do descanso. E que daria, com superioridade numérica para a segunda parte, outro impulso. Acabaria a noite em lágrimas, após o apito final.

Na segunda parte, já com Pepê, mais tarde com Gabri Veiga e Francisco Moura e, por fim, com Alan Varela e Deniz Gül para os últimos 20 minutos (Pablo Rosario acabou o jogo a lateral-direito), o FC Porto esteve muito tempo no meio-campo contrário. Mas esbarrou numa coesa muralha montada pelos checos.

Não ia lá pela fluidez na troca de bola, foi lá pela força e pela vontade, a sete segundos dos 90. Já o FC Porto tinha ameaçado um par de vezes por Gül e num golo de Moura que só não valeu porque Samu tocou a bola com o braço, quando o internacional turco recebeu um cruzamento de Kiwior, rodou sobre Cerv… e serviu um empate que, longe de ser o ideal, é precioso antes da receção ao Rangers no Dragão.

FIGURA: Deniz Gül

Entrada enérgica para os últimos 20/25 minutos. Teve duas boas ocasiões de golo e acabaria mesmo por ser decisivo, ao fazer o golo do empate em cima do minuto 90.

MOMENTO: o penálti falhado por Samu

Se a expulsão de Vydra, num momento muitas vezes importante de um jogo de futebol – em cima do intervalo – podia ser fatal para o Viktoria Plzen, a verdade é que o FC Porto também deu um balão de oxigénio aos checos, com Samu a falhar o penálti. Momento determinante de um jogo que, se tivesse dado golo neste lance, podia ter sido bem diferente na segunda parte.

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