Treinador do Sp. Braga assume que, apesar da «atitude da equipa», «não se pode sofrer quatro golos em casa»
Carlos Vicens, treinador do Sp. Braga, em declarações na sala de imprensa do Estádio Municipal de Braga. O técnico lamenta o descambar do jogo após uma primeira parte bem conseguida.
Análise ao jogo
«Saio do jogo com sensações tristes, não queremos perder jogos. Não podes conceder quatro golos em casa. Quando vejo a primeira parte em que a equipa esteve bem, podia ter chegado ao segundo golo, mas sofre um golo naquele momento, no último lance. Isto é futebol e topo, Liga Europa, se não os matas eles permanecem vivos e já fora de tempo chegaram ao empate de uma forma que não devíamos ter permitido. Temos de transformar as nossas chegadas em mais golos. É verdade que há fadiga, temos jogadores com muitos minutos, falta alguma frescura, mas a equipa esteve no jogo, deu a cara insistiu, teve esforço e atitude, mas ficamos tristes porque queríamos outro resultado».
Mais bola e sofre em momentos cruciais, como com o Porto. Minuto 70, em que sofre após marcar é o momento-chave?
«É verdade, não posso negar a evidência. Sofremos em momentos importantes. Temos de tratar de fechar a porta e não podemos, depois de marcar, permitir que o rival volte a marcar. Sei que os jogadores não querem isso, são erros que temos de corrigir. Sentimos que se o 2-3 dura mais uns minutos estávamos mais próximos de empatar. Não podemos conceder quatro golos em casa».
Quatro golos em casa. Uma bola parada e três perdas de bola…
«Da mesma maneira que a equipa, desde a sua circulação de bola, é capaz de sair da pressão, muitas vezes homem a homem, hoje não conseguiu e perdemos a bola. Somos uma equipa com personalidade, que gosta de jogar e de ter bola, a verdade é que hoje sofremos golos a partir de perdas de bola. Há que tentar evitar. O Braga também conseguiu pressionar alto e conseguiu a bola, mas sem fazer golo. A ideia que estamos a implantar é uma ideia ambiciosa, de quem quer jogar e ter personalidade. Podíamos tentar algo mais direto, os golos podiam chegar de outra forma, mas é esta a nossa filosofia, que estamos a implementar, há que continuar a trabalhar».