Eintracht Frankfurt bate Rangers nos penáltis e conquista a Liga Europa

18 mai, 22:58

Triunfo por 5-4 no desempate, depois do 1-1 no final dos 90 minutos e do prolongamento. Festa para o português Gonçalo Paciência

O Eintracht Frankfurt conquistou, esta quarta-feira, a edição 2021/22 da Liga Europa, ao bater o Rangers no desempate por grandes penalidades, por 5-4, em Sevilha, depois do 1-1 verificado no final do tempo regulamentar e do prolongamento. A equipa treinada por Oliver Glasner sucede ao Villarreal, numa noite de festa para o avançado português Gonçalo Pacência.

Diz-se muitas vezes que não se deve voltar onde já se foi feliz.

Mas o Eintracht voltou a Espanha, onde já tinha eliminado o Barcelona nos quartos de final. A Sevilha, onde começou a construir o apuramento frente ao Bétis, nos oitavos de final. E foi, de novo, feliz, para concluir com êxito um trajeto triunfal na Liga Europa: 42 anos depois e à sua terceira final europeia, o emblema de Frankfurt conquista o segundo título, juntando este à Taça das Taças de 1980. 

O Rangers, que tentava também o segundo título europeu na quinta final, sucumbiu na decisão final, depois de ter estado em vantagem. Kevin Trapp protagonizou o momento que desequilibrou os penáltis, ao defender o remate do galês Aaron Ramsey, jogador que tinha entrado na reta final do prolongamento, presumivelmente já de olho na decisão dos 11 metros.

Rafael Santos Borré foi o herói do jogo, ao responder, ao minuto 69, ao golo inicial de Joe Aribo ao minuto 57, apontando mais tarde o penálti decisivo para a festa alemã no Ramón Sánchez Pizjuán.

Noite que custa para os milhares de escoceses que se espalharam pela casa do Sevilha, mas também pelo Estádio Olímpico da cidade ou pelos pubs em Glasgow. Para uma equipa que, afinal, viu duas não darem em três, no caso frente a equipas alemãs, depois de terem deixado pelo caminho Borussia Dortmund e Leipzig, além do Sporting de Braga.

Uma noite triste para Allan McGregor, guarda-redes de 40 anos que é um ícone do Rangers e que, em 2008, viu de fora, por lesão, o seu clube perder a Taça UEFA para o Zenit.

Contraste total com um Eintracht que, pelos seus 10 mil adeptos, pintou de branco as bancadas e que, em campo, teve uma primeira parte com menos posse, mas mais remates. Kamada e Knauff tiveram das tentativas mais perigosas, mas o 0-0 não se desfez. 

O Rangers, que tentou apostar várias vezes na verticalidade, acabou por chegar à vantagem por Joe Aribo num lance em que Sow atrasou de cabeça para trás, Tuta escorregou e o internacional nigeriano ficou com caminho aberto para ser feliz. Uma felicidade - e uma vantagem - que durou 12 minutos, pois um colombiano, de seu nome Santos Borré, descobriu o espaço que Goldson e Bassey não taparam na cara de McGregor, assinando o 1-1 a cruzamento de Kostic.

Um momento imenso de festa. E que o diga o português Gonçalo Paciência que, de colete junto à linha de fundo, festou efusivamente na cara dos adeptos alemães. Em total comunhão.

A decisão arrastar-se-ia mesmo para mais 30 minutos e, aí, tudo podia ter mudado ao minuto 118, mas Kevin Trapp assinou a defesa da noite a Ryan Kent e, minutos depois, negou o penálti a Ramsey que abriria caminho para uma conquista histórica, que vale uma inédita presença na Champions da próxima temporada.

O 1-0, por Joe Aribo:

O 1-1, por Santos Borré:

Eintracht junta-se à exceção FC Porto

À 13.ª final da Liga Europa, foi a terceira decidida no desempate por penáltis, a segunda consecutiva depois do êxito do Villarreal ante o Manchester United ter acontecido de igual forma.

Mas, além disso, a conquista do Eintracht encerra outro dado curioso.

O FC Porto, que era, até então, a única equipa não espanhola ou inglesa a conquistar a Liga Europa (os dragões venceram em 2011, na final 100 por cento portuguesa ante o Sporting de Braga), vê o Eintracht juntar-se a esta lista, dominada por espanhóis com oito êxitos: o Sevilha venceu quatro, o Atlético de Madrid três e o Villarreal uma, além das três inglesas: duas do Chelsea e uma do Manchester United.

 

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