Champions: PSG-Arsenal, 2-1 (crónica)

7 mai 2025, 21:55

Paris: luz da Europa do futebol a travar os canhões londrinos

Apito final. Paris rumo à final. Foguetes à volta do Parque dos Príncipes. E a Cidade Luz a festejar e a brilhar, depois de resistir aos canhões. A dar luz à Europa do futebol.

Cinco anos depois, o Paris Saint-Germain está de novo – e pela segunda vez – na final da Liga dos Campeões. A equipa treinada por Luis Enrique voltou a vencer o Arsenal pela margem mínima, desta vez no Parque dos Príncipes e por 2-1, depois do 1-0 em Londres, para tirar o bilhete para Munique.

Na cidade alemã mora, precisamente, o carrasco da final de 2020 – o Bayern, numa decisão jogada em Lisboa em tempos de covid-19 – e é lá que o PSG vai encontrar, numa final inédita de Champions, o Inter de Milão, que deixou pelo caminho o Barcelona numa das mais espetaculares eliminatórias da história do futebol europeu.

Num elenco bem liderado por Luis Enrique, Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos ajudaram a bater os canhões londrinos e podem sagrar-se campeões europeus de clubes pela primeira vez, todos ainda abaixo dos 26 anos.

Donnarumma a brilhar de início

Depois de ter sido superior e de ter ganho vantagem na eliminatória no Emirates, o PSG tremeu – e bem, por mérito do Arsenal – nos primeiros 15 minutos do jogo da segunda mão. A equipa treinada por Mikel Arteta pareceu ter a lição bem estudada para procurar igualar a eliminatória desde cedo em Paris. Valeu – e muito – Donnarumma. Um gigante na baliza.

Logo aos três minutos, Rice deixou um primeiro aviso de cabeça. Logo a seguir, Donnarumma brilhou ao negar o golo a Martinelli após um lançamento lateral longo de Partey (única novidade, para a saída de Trossard, face ao jogo de Londres). Os lançamentos de Partey seriam mesmo uma das armas dos ingleses para criar problemas na área, mas o PSG foi conseguindo resolver.

Ainda não estavam jogados dez minutos quando Odegaard, após uma sobra de bola, rematou forte e rasteiro, para uma enorme defesa de Donnarumma. Parecia indefensável, mas o italiano foi junto à relva dizer «não» ao norueguês.

Depois da bola ao poste de Kvaratskhelia…

… mudou muita coisa. Minuto 16, remate do georgiano ao poste, Arsenal em sentido e ventos de mudança em Paris. O passe foi de Doué, depois de criado o desequilíbrio nas marcações do Arsenal e o georgiano ficou a centímetros de ser feliz, note-se, na primeira verdadeira jogada de ataque organizado do PSG e de posse de bola com alguma continuidade. Até aí, só tinha dado Arsenal.

Pouco depois, ao minuto 23, Barcola roubou a bola a um adversário a meio-campo e, numa situação de dois para um, serviu Doué, que rematou à figura de Raya, que seria batido quatro minutos depois.

À terceira chegada, foi mesmo de vez: minuto 27, golaço de Fabián Ruiz, que de pé esquerdo, após um domínio de peito à entrada da área, dobrou a vantagem do PSG na eliminatória. O lance nasceu de um livre de Vitinha puxado ao segundo poste e de um alívio de Partey, bem aproveitado pelo requintado médio espanhol.

O PSG já ia dando sinais de melhoria, mas foi sobretudo após o 1-0 que o Arsenal praticamente deixou de existir ofensivamente até ao intervalo. E foi o 2-0 a estar mais perto, mas Raya negou-o a Barcola.

Donnarumma outra vez, Vitinha desperdiça e Hakimi resolve

Na segunda parte, o primeiro grande lance de perigo surgiu apenas aos 64 minutos e com quem em evidência? Donnarumma, pois claro. O Arsenal viu adiado o golo mais uma vez por culpa do italiano, que com um voo espetacular, a remate de Saka, manteve o 1-0 no marcador. Tal como o manteve Raya, cinco minutos depois, ao defender um penálti batido na passada por Vitinha. O português foi devagarinho para a bola, até a colocou bem junto ao poste, mas o guarda-redes do Arsenal manteve a eliminatória viva.

Porém, o 2-0 surgiu mesmo e apenas três minutos depois. Hakimi, aos 72 minutos, rematou de pé direito para o fundo da baliza, a passe de Dembélé, após uma arrancada de Kvaratskhelia pela esquerda. Um lance que premiou a forma como o marroquino apareceu em zona central lá na frente, deixando o Arsenal cada vez mais longe da final.

É verdade que quatro minutos bastaram para Bukayo Saka, finalmente, dar um golo ao Arsenal nas meias-finais, com o 2-1 aos 76 minutos, mas foi insuficiente para a recuperação e para um regresso à final da Champions 19 anos depois da primeira e única vez.

Quem tira bilhete para a decisão é mesmo o PSG, que com um grande coletivo, repleto de individualidades, na primeira época após a saída de... Kylian Mbappé (e depois de Neymar e de Messi... e de tantos milhões), fica perto de um inédito título. E de dar a França um campeão europeu pela segunda vez, 22 anos depois do Marselha.

O resumo do PSG-Arsenal:

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