Champions: Benfica-Bayer Leverkusen, 0-1 (destaques)

David Marques , Estádio da Luz, Lisboa
5 nov 2025, 22:24
Liga dos Campeões: Patrick Shick no Benfica-Bayer Leverkusen (MIGUEL A. LOPES/LUSA)

Vitória sustentada numa muralha

A FIGURA: Loic Badé

O melhor da linha defensiva do Bayer Leverkusen e da noite. Teve um corte notável a evitar um golo certo das águias na primeira e muitas outras ações importantes para manter a zeros a baliza de Flekken, antes e depois de os farmacêuticos terem chegado à vantagem.

 

O MOMENTO: golo de Patrik Schick. MINUTO 65

O homem-golo do Bayer Leverkusen tinha sido lançado no jogo minutos antes e não foi preciso esperar muito para se perceber que com ele vinha o perigo. Veio também o golo que deu a primeira vitória nesta Champions ao conjunto alemão.

 

OUTROS DESTAQUES

Sudakov: voltou ao flanco esquerdo, de onde criou algumas das jogadas mais perigosas das águias, com passes-chave ora para Barreiro, ora para Lukebakio, que desperdiçou um grande passe do ucraniano que praticamente o deixou cara a cara com o guarda-redes. Bateu ainda um canto que resultou num cabeceamento de Otamendi à barra. Com bola, foi claramente o elemento mais capaz de municiar os companheiros. Caiu de rendimento na segunda parte e foi substituído.

Lukebakio: foi dele a primeira grande ocasião de golo do jogo, quando acertou na barra aos 11 minutos. Muito solicitado pelos companheiros, foi o mais rematador dos encarnados na primeira parte e um perigo constante para a defensiva dos farmacêuticos. Teve tanto de desequilibrador como de inconsequente e a grande ocasião a fechar a primeira parte foi uma prova bastante visual disso.

Tomás Araújo: eleito novamente por Mourinho para fazer dupla com Otamendi, exibiu-se a um nível elevado. O posicionamento quase sempre certeiro permitiu-lhe barrar várias tentativas de passe e nos duelos levou quase sempre a melhor. Não conseguiu travar Patrik Schick na jogada que redundou no único golo do jogo. Nem no primeiro remate, nem na segunda vaga, quando não contava com o erro de Samuel Dahl.

Pavlidis: entre os minutos finais da primeira parte e os instantes iniciais da segunda teve duas excelentes ocasiões para marcar. Na segunda primeira viu um adversário cortar a bola e na segunda quis fintar o guarda-redes, complicando aquilo que parecia simples. Ainda tentou a sorte de pé esquerdo num remate de fora da área que quase tirou tinta do poste direito. Nunca deixou de tentar numa noite em que lhe faltou o acerto de outras.

Grimaldo: estava a fazer um jogo algo discreto até ao momento em que lançou Patrik Schick na jogada que definiu a partida. Livre de fastidiosas missões defensivas num sistema de 3x4x3, foi tendencialmente um jogador de ataque, mas juntou-se aos companheiros quando foi preciso sofrer. Bom jogo no regresso à Luz.

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