Bernardo Silva abordou a difícil tarefa dos ingleses de seguirem na Champions
O Manchester City tem, esta terça-feira (20h), a difícil tarefa de recuperar de uma desvantagem frente ao Real Madrid para atingir os «quartos» da Champions.
Bernardo Silva abordou a difícil tarefa. Os ingleses, recorde-se, perderam 3-0 na primeira mão no Bernabéu. Questionado sobre as noites mágicas do Real Madrid que resultaram em reviravoltas, o português disse que precisam de uma noite à... City.
«Precisamos de ter uma noite à Manchester City. Também já tivemos muitas dessas noites em que muita gente não acreditava em nós. O Real teve muitas noites memoráveis, sobretudo nos últimos anos, e nós queremos criar no estádio um ambiente de crença, impor o ritmo que queremos, não sofrer contra-ataques e marcar um golo. Com um golo, o ambiente do estádio vai mudar», começou pro referir em conferência de imprensa de antevisão ao jogo.
O internacional português recusou, ainda, considerar que os merengues estão numa situação vulnerável. Para explicar o argumento, Bernardo precisou apenas de invocar o resultado da primeira mão.
«Não lhes chamaria vulneráveis. Eles venceram-nos por 3-0, por isso não usaria essa palavra neste momento. Quando cheguei a casa estava muito frustrado e quis rever o jogo. Sei que isto pode soar um pouco estúpido, mas quando voltei a ver a partida não encontrei uma razão clara para estarmos a perder 3-0 ao intervalo», afirmou.
O capitão dos citizens foi também questionado sobre a «sorte» da competição. O jogador admitiu que não acredita muito na sorte. Recordou, ainda, que estes tipos de jogos se decidem no aspeto mental.
«É difícil para mim responder porque não acredito muito na sorte. A razão pela qual, ao longo dos anos, não fomos mais bem-sucedidos nesta competição pode ter tido um pouco a ver com isso, mas nunca é apenas sorte. Há pequenos detalhes em que é preciso melhorar. Na Liga, a melhor equipa ganha 95 por cento das vezes. Na Liga dos Campeões isso não acontece necessariamente. Trata-se da forma como se lida com as emoções», concluiu.