Magia catalã acaba com sonho português
Num jogo em que tudo contava, e apenas uma vitória servia para as águias, o Benfica foi a Barcelona ser amassado (3-1).
Numa tarde de Champions, com o jogo a arrancar às 17h45, Bruno Lage fez duas alterações em relação à partida da Luz: entrou Florentino e Dahl, saiu Carreras (suspenso) e Barreiro. No entanto, o tiro acabou por sair pela culatra.
O Benfica sentiu claramente o peso da ausência de Carreras. No terceiro jogo da temporada frente ao conjunto catalão, e terceira derrota, este foi aquele em que Lamine Yamal esteve claramente em destaque. Mas qual a notória diferença? Ora aí está, Álvaro Carreras na bancada.
A lateral esquerda do Benfica não teve hipóteses frente às arrancadas do mágico do Barcelona. Mas não foi apenas a ausência do espanhol que levou a esta derrota.
No que toca ao meio campo, só não podemos chamar de autoestrada porque, só e apenas, não se pagou portagem. Porém a velocidade com que se jogou foi inacreditável e o Barcelona fez o que quis. Arrumou a equipa de Bruno Lage no próprio setor defensivo e sempre que queria esticava o jogo, trazia os jogadores do Benfica atrás e saía prontamente em ataque rápido. Trubin ainda conseguiu salvar algumas vezes, o fora de jogo outras, mas a bola acabou inevitavelmente no fundo das redes.
Depois da derrota em casa (1-0), numa partida em que os encarnados jogaram mais de 70 minutos com superioridade numérica, a equipa de Hansi Flick quis resolver desde cedo esta segunda mão da eliminatória.
A magia de Raphinha e Lamine Yamal
A bola seguiu e o Benfica ficou a ver. Aos 11 minutos, o prodígio Yamal viu uma brecha à entrada da área, deitou Florentino no chão, Otamendi ficou pelo caminho e serviu Raphinha na cara do golo. Sem oposição, o extremo brasileiro só teve de encostar.
Numa altura em que ainda existiam esperanças, as águias chegaram ao empate, dois minutos depois (13m). Canto para Schjelderup e Otamendi encostou para o 1-1.
No entanto, o poderio catalão foi claramente notório e às custas (e não só!) de Lamine Yamal e Raphinha foram atrás de nova vantagem.
Aos 27 minutos, o jovem de 17 anos (!!!!) tirou Tomás Araújo da frente e de pé esquerdo rematou colocado para o fundo das redes. Trubin ainda tentou fazer boa figura, porém nem tocar na bola conseguiu.
O 3-1 surgiu ainda antes do intervalo, aos 42 minutos, num lance em que Baldé correu vários metros, que mais pareciam quilómetros, e serviu Raphinha na esquerda. O brasileiro, claro candidato à Bola de Ouro 2025, não perdoou e rematou rasteiro.
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No que toca à segunda parte, a torneira de golos fechou, mas a outra, a dita torneira da qualidade continuou a jorrar. E não parou de o fazer! A diferença na técnica, no toque de bola e na visão de jogo é notavelmente diferente. O Barcelona apresentou-se num nível superior e a equipa de Bruno Lage não conseguiu dar resposta.
Houve oportunidades, houve cantos (estes mais para o Benfica), houve posse de bola (63 para 37 por cento) e o dobro dos passes. Foi um Barcelona europeu frente a um Benfica adormecido, um Benfica que já nem contestou a derrota.
E apito final! 4-1 no agregado!
De luto, face à morte do médico da equipa principal, os espanhóis seguem em frente na prova milionária. Os portugueses ficam pelo caminho. Tentou-se, mas chegou ao fim o sonho do Benfica.