REVISTA DE IMPRENSA | Alerta foi feito durante uma ação sobre incêndios em instituições sociais realizada na Póvoa de Lanhoso
Os bombeiros portugueses dizem estar a combater incêndios em lares, creches e hospitais sem acesso aos planos de emergência dos edifícios, depois de a tramitação das Medidas de Autoproteção passar a ser feita apenas por via digital desde 2019.
De acordo com o Jornal de Notícias, estes documentos incluem informações essenciais para o combate a incêndios, como plantas dos edifícios, saídas de emergência e localização de equipamentos de segurança. No entanto, segundo os bombeiros, deixaram de ser enviados às corporações e passaram a ser entregues apenas à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil ou aos municípios.
O alerta foi feito durante uma ação sobre incêndios em instituições sociais realizada na Póvoa de Lanhoso. O adjunto de comando local afirmou que, sem acesso às Medidas de Autoproteção, as equipas chegam ao local sem informação fundamental para orientar a intervenção.
O presidente da Liga de Bombeiros Portugueses admite que a situação pode estar a repetir-se em várias das 436 corporações do país e alerta que simplificações administrativas em matéria de segurança podem ter consequências negativas.
A Proteção Civil explica que a legislação obriga apenas à entrega das Medidas de Autoproteção à autoridade nacional ou aos municípios, podendo os responsáveis pelos edifícios disponibilizar voluntariamente cópias aos bombeiros. Sem essa partilha, as equipas podem enfrentar dificuldades adicionais no terreno.