Liga das Nações: Dinamarca-Portugal, 1-0 (crónica)

20 mar 2025, 22:05
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O Parken de todos os horrores

Portugal caiu com estrondo diante da Dinamarca, em Copenhaga, naquela que terá sido a pior exibição da era de Roberto Martínez, numa noite em que a única boa notícia foi mesmo o resultado lisonjeiro para as cores nacionais. O meio-campo com Vitinha e João Neves, afinal, não funcionou, Portugal somou apenas dois remates enquadrados e deve a Diogo Costa não ter comprometido definitivamente esta eliminatória.

Confira o FILME DO JOGO

Na cozinha não basta juntar os melhores ingredientes para se fazer um prato fenomenal. No futebol é a mesma coisa, não basta juntar o «melhor médio da Europa» ao «melhor ponta de lança do mundo», palavras de Roberto Martínez, para ir a Copenhaga vencer a Dinamarca.

No papel, até parecia estar tudo bem, com Roberto Martínez a fazer a «vontade» aos portugueses e a juntar os parisienses João Neves e Vitinha, num meio-campo que contava ainda com um dos melhores jogadores da Premier League, Bruno Fernandes. Mas no relvado, nada bateu certo.

Para já, foi a Dinamarca que entrou melhor no jogo, com um bloco subido e um ataque à profundidade que obrigou Portugal a recuar a toda a linha. Bruno Fernandes procurou ser a voz de comando, sempre a falar com os companheiros, mas Vitinha também falava com João Neves e João Neves com Pedro Neto. Estava toda a gente a falar em campo, num sinal claro que as coisas não estavam a correr como estaria planeado. A verdade é que Portugal não tinha bola, pelo contrário, andava constantemente a correr atrás dela.

Não foi preciso esperar mais de cinco minutos para se perceber que tínhamos um problema.

Certamente não era este o plano de Roberto Martínez, mas Portugal sentia tremendas dificuldades em passar a linha do meio-campo com a bola controlada e, quando o fazia, tinha de correr rápido para trás para travar mais uma resposta rápida e determinada dos dinamarqueses.

Era a Dinamarca que tinha mais bola e é dos dinamarqueses que temos de falar, uma vez que foi a equipa da casa que impôs o ritmo de jogo e que criou as melhores oportunidades até ao intervalo. Ainda houve ali uns minutos em que Portugal procurou quebrar a intensidade do jogo e Pedro neto até obrigou Schmeichel a uma defesa, mas esse, ainda não sabíamos, seria o único remate enquadrado dos portugueses na primeira parte.

Logo a abrir, Diogo Costa chutou contra Biereth, num lance que quase acabou em golo. Foi o mote para uma série de oportunidades dos dinamarqueses que tiveram uma oportunidade soberana para abrir o marcador quando, aos 23 minutos, Renato Veiga cortou um remate de Eriksen com a mão. Valeu a Portugal, mais uma vez, Diogo Costa que, com uma grande estirada, travou o remate do jogador do United.

Portugal estava perdido em campo, continuava sem conseguir estabelecer ligações entre setores e, além de Diogo Costa, Nuno Mendes e Diogo Dalot também tiveram de cortar bolas sobre a linha fatal. O nulo ao intervalo era um resultado espetacular para Portugal, com apenas um remate, face ao vendaval dos dinamarqueses.

Até deu para Hojlund festejar à Ronaldo

Na segunda parte, Portugal até pareceu entrar um pouco melhor, com mais posse de bola, mas não. A Dinamarca voltou a crescer, a impor o ritmo a criar oportunidades atrás de oportunidades, até ao golo de Hojlund, pouco depois de ter saltado do banco.

Um lance tricotado da Dinamarca, com a bola a passar por Hjulmand, Eriksen e Skov Olsen, até chegar ao avançado do United, que só teve de encostar. O companheiro de Diogo Dalot e Bruno Fernandes correu, desde logo, para a bandeirola de canto e festejou à Cristiano Ronaldo. Era o cúmulo, até dava para gozar com o mais mediático dos portugueses que, apesar de longe do jogo, também esteve em campo.

Até ao final do jogo, Roberto Martínez, depois de Nélson Semedo, Gonçalo Inácio e Rúben Neves, lançou ainda Bernardo Silva, mas foi Pedro Neto que assinou o segundo remate dos portugueses, o segundo remate enquadrado de Portugal. 

Portugal até teve a sorte do seu lado, e isso foi bem perceptível ao longo do jogo, mas faltou tudo o resto, faltou intensidade, agressividade e qualidade à equipa de Roberto Martínez.

Ficam, agora, a faltar mais 90 minutos em Lisboa, mas Portugal vai ter de crescer a olhos vistos para virar esta eliminatória em Alvalade.

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