Uma queda à qual era "quase impossível" sobreviver, mesmo que as autoridades tenham tentado a reanimação durante mais de uma hora
À passagem do minuto 100, já no prolongamento da final da Liga das Nações, o futebol passou para segundo plano quando um adepto caiu de uma altura de oito metros da bancada. Apesar de tudo - no meio de algum desconhecimento, também - a bola continuou a rolar, com quem assistiu o adepto a colocar um biombo, de modo a proteger a identidade do mesmo e a conseguir prestar-lhe socorros que acabaram por não ser suficientes para o salvar.
Segundo o jornal Bild, o adepto que faleceu é romeno e tinha 34 anos. Uma informação corrigida, já que o mesmo jornal tinha escrito antes que a vítima era de nacionalidade alemã. Romeno, então, mas a viver na Alemanha, mais precisamente em Garmisch-Partenkirchen, na Baviera, precisamente a região onde decorreu a final de Munique.
Caiu do segundo anel para uma escadaria no anel inferior, perto da bancada da imprensa, pelo que foi possível perceber nas emissões, incluindo na portuguesa RTP, que algo se estava a passar.
Entre as vozes que rapidamente confirmaram o falecimento do adepto está a de um porta-voz da UEFA, que endereçou as suas condolências à família e confirmou a hora do falecimento (00:06 alemãs, menos uma hora em Portugal). Além da UEFA, também Pedro Proença, Luis de la Fuente e Roberto Martinez deixaram palavras de pesar aos familiares e amigos da vítima, depois de terem lamentado o sucedido.
Em clima que foi de festa para Portugal, o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) não esqueceu o adepto que perdeu a vida no último domingo em Munique: “Deixar uma nota de pesar. Acabei de saber que faleceu um adepto durante este encontro”.
Enquanto o técnico da seleção portuguesa afirmou ser uma “notícia extremamente triste”, o selecionador espanhol acrescentou que isto mostra “o que é realmente importante na vida”, com ambos os treinadores a deixarem uma nota de condolências.
Ao Bild, o porta-voz da Cruz Vermelha da Baviera afirmou que “o adepto precisou de reanimação imediata após a queda” com uma tentativa de reanimação de “mais de uma hora” de duração, assegurando que “sobreviver a uma queda de oito metros é quase impossível”.
As autoridades estão a investigar o caso, não havendo, para já, indícios de crime, de acordo com um porta-voz da polícia a cargo da investigação.