«Special One? Quando se tem mais maturidade, pensa-se menos em nós próprios»

24 mai, 20:39
Mourinho

Mourinho defendeu que a final da Liga Conferência «é como a primeira» final que disputou, falou do passado e garantiu que este é «um momento da equipa e não de um indivíduo»

José Mourinho garantiu que os jogadores da Roma estão concentrados, com alegria e a mentalidade certa para a final da Liga Conferência contra o Feyenoord.

«Estamos no fim de uma caminhada. Jogámos uma 'final' no fim de semana [vitória sobre o Torino] para garantir um lugar na Liga Europa da próxima época, e conseguimos. Fizemos história para estar na final da Liga Conferência e agora temos de a vencer e assim fazer história. Conseguimos manter o entusiasmo num nível bom, sem exageros e mantendo o foco no jogo. Os jogadores estão concentrados, com a mentalidade certa e alegria para jogar este tipo de jogos», referiu, em conferência de imprensa. 

Questionado sobre qual a receita para vencer a final, o técnico português disse que «não acredita em poções mágicas, nem em feitiços» e acrescentou que «não há nada de especial a fazer, apenas a equipa ser igual a si própria, conhecer as suas qualidades e limitações».

Independentemente do resultado do encontro desta quarta-feira, Mourinho defendeu que esta «será sempre uma época positiva» do emblema romano e rejeitou a ideia de que as equipas neerlandesas não são, geralmente, bem-sucedidas em finais europeias.

«Isso não é verdade. Ajax e PSV já venceram várias finais europeias e o Feyenoord venceu a Taça dos Campeões e duas edições da Taça UEFA. [Os Países Baixos] têm uma história incrível», contrapôs Mourinho, que desvalorizou o papel dos dois treinadores na final de quarta-feira, visto que o seu trabalho está feito e agora é entre os jogadores.

A nível pessoal, Mourinho assumiu que esta final terá um significado especial caso ganhe. 

«Se eu ganhar, serei o primeiro a ganhar todos os troféus europeus, mas isso só se eu ganhar. É uma final. Não tenho mais nada em mente até amanhã [quarta-feira]. Esta final é como a primeira para mim – nada mudou», relaçou. 

O momento serviu para o técnico português recuar ao passado: «A história do 'Special One' é uma história antiga. Foi quando eu estava no início [da minha carreira]. Quando se tem mais maturidade e estabilidade, pensamos mais nas pessoas e menos em nós próprios. É uma história antiga, não acredito em magia – quando se chega a uma final depois de uma temporada de trabalho, o trabalho está feito. É o momento da equipa, não o momento de um indivíduo.»

Por seu turno, o técnico holandês do Feyenoord, Arne Slot, disse estar bem documentado acerca do seu adversário na final de Tirana.

«Vimos muitos jogos da Roma. Têm quase sempre o mesmo estilo de jogo. Ficaria surpreso se a Roma tentasse jogar mais à defesa. Espero que eles apostem nas bolas longas para as costas da nossa defesa. Mas, nunca se sabe», afirmou. 

Slot admite, ainda assim, que José Mourinho possa tentar surpreendê-lo: «Sabemos o que esperar, mas nunca se sabe, às vezes o treinador adversário faz uma pequena alteração no seu plano de jogo. Mas, vimos muitos jogos, pelo que esperamos estar preparados da maneira certa. Eu próprio ficaria surpreendido se ainda pudéssemos ver algo que ainda não vimos».

José Mourinho pode, esta quarta-feira, em Tirana, erguer o quinto título europeu da sua carreira, agora ao leme dos italianos da Roma, na final da primeira edição Liga Conferência.

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