Rui Borges avalia triunfo sobre o Marselha, por 2-1, e destaca impacto das substituições no resultado final
Rui Borges, treinador do Sporting, em conferência de imprensa, após a vitória sobre o Marselha por 2-1, na terceira jornada da fase de liga da Champions:
Substituições essenciais para o resultado final
«Às vezes acertamos e outras vezes não, estou sempre consciente do que faço. Quando escolhi ser treinador decidi que tinha de tomar decisões. Hoje correu bem e quem entrou, entrou bem. Quando entram, normalmente dão resposta e guardo o jogo por ser de Champions. Feliz por fazer seis pontos em três jogos. Não deixa de ser uma equipa rápida no contra-ataque. Eles foram muito dinâmicos no jogo a um toque e sofremos um jogo praticamente igual ao do Nápoles. Falámos durante toda a semana sobre isso, mas faz parte do crescimento da equipa. Essa falta de maturidade em algumas coisinhas.»
«Não precisávamos de nos expor a esse jogo. Deixámos o adversário entrar numa coisa em que são fortíssimos, as transições. Do início ao fim a equipa manteve o objetivo e as tarefas que tínhamos trabalhado para o jogo. Não deixámos de fazer uma boa primeira parte, sofremos o golo e mexeu connosco. Na segunda parte crescemos e estivemos melhor nos duelos. Contra dez, a equipa teve um espírito enorme, não deixámos o Marselha crescer muito, só nos últimos cinco minutos. Não podia estar mais feliz com a equipa, não apenas porque ganhei.»
Quebra de forma de Pedro Gonçalves e Trincão?
«Para mim, os dois jogadores fizeram um grande jogo. Temos muitos jogos pela frente e com grandes equipas. Defrontámos o líder em França e o campeão de Itália. Não estejam à espera de um caudal ofensivo contra equipas grandes dos "Big 5". Só não tivemos esse caudal ofensivo com o Sp. Braga, tirando isso somos a equipa que mais produz e que mais oportunidades falha.»
Dificuldades para controlar o jogo nos últimos minutos
«Parece fácil para quem está de fora, mas vá lá pedir a eles que controlem a bola. Não se consegue entrar na cabeça deles, lá dentro, os jogadores agarraram-se ao resultado e ao querer ganhar. Digo sempre para se divertirem e que falhem muito, porque eu assumo os erros deles. Às vezes protegem-se um pouco e é característico dos jogadores que temos. Não queremos andar com um bloco baixo, mas o adversário tem as suas qualidades e com as substituições perdemos alguma organização inicial. Valeu pelo espírito competitivo da equipa.»
