Vira aos cinco, acaba aos nove!
Vira aos cinco, acaba aos nove! Paris Saint-Germain e Bayern Munique confirmaram esta noite as suspeitas de que estávamos perante uma final antecipada. Um grande jogo de futebol no Parque dos Príncipes entre dois colossos, com os parisienses a conseguirem uma ligeira vantagem, mas com os bávaros, sem nunca baixarem os braços, a deixarem a eliminatória em aberto para Munique. Agradecem os Deuses do futebol com a oportunidade de vermos mais um duelo, com quase tudo por decidir, na próxima quarta-feira.
Uma reedição da final de 2020, no Estádio da Luz, agora sem máscaras e com muitos mais golos. Os alemães até marcaram primeiro, mas os franceses chegaram a ter Budapeste à vista quando, antes da hora de jogo, chegaram aos 5-2. O problema é que não se pode menosprezar esta equipa alemã que, tal como se tinha vista na «remontada» frente ao Mainz, nunca baixa os braços e, com mais dois golos, deixa tudo em aberto para o Allianz Arena.
Em campo, duas equipas habituadas a mandar que passam quase toda a época a jogar com o estatuto de favoritos, mas esta noite era diferente, tanto para um lado, como para o outro. Entrou melhor o Bayern, com um bloco coeso e bem subido a colocar, desde logo, muitas dificuldades à equipa da casa, com destaque para a marcação cerrada de Kimmich a Vitinha no meio-campo do PSG.
Uma pressão a toda a linha que o PSG procurava escapar com passes curtos, mas foi mesmo a equipa bávara a ganhar vantagem depois de Luis Díaz ser derrubado ostensivamente por Pacho na área. Na marca dos onze metros, Harry Kane disparou colocado e rateiro e chegou aos 54 golos na presente temporada.
Um golo que teve o condão de acabar com o período de cautelas, uma vez que, desbloqueado o marcador, o ritmo e a velocidade de jogo subiram a olhos vistos. Logo a seguir, Olise podia ter feito o 2-0 e, na resposta, Dembelé, isolado, atirou ao lado. Agora já não havia tempo para respirar. Sete minutos depois do penálti de Kane, com três oportunidades pelo meio, o PSG chegava ao empate, com Nuno Mendes a lançar Kvaratskhelia que bateu Neuer com um espetacular remate cruzado.
Já em velocidade cruzeiro, Olise esteve muito perto de recuperar a vantagem para o Bayern, mas foi o PSG a consumar a reviravolta, num pontapé de canto de Dembelé, com João Neves, o jogador com menos centímetros em campo, a marcar de cabeça, com um desvio junto ao primeiro poste.
JOÃO NEVES ✈️
— sport tv (@sporttvportugal) April 28, 2026
O mais baixo em campo ganhou nas alturas para a reviravolta 😱#sporttvportugal #CHAMPIONSnaSPORTTV #UEFAChampionsLeague #PSG #BayernMunique pic.twitter.com/GvH2bK4EZX
As equipas atacavam, agora, à vez, com uma eficácia, que permitia antecipar golos em quase todos os lances. Doué falhou por centímetros, mas Olise, a passe de Pavlovic, atirou a contar para novo empate já perto do intervalo.
Um empate que seria desfeito ainda em tempo de compensação. O PSG já tinha pedido dois penáltis e à terceira vez foi mesmo, depois do árbitro rever as imagens que mostram Alphonso Davies a cortar uma bola de Dembelé com a mão. Na marca dos onze metros, Dembebé recuperou a vantagem para o PSG e fechou a primeira parte.
Budapeste à vista...afinal não
O segundo tempo começou sem cerimónias, desta vez com o anfitrião a entrar melhor, logo com dois golos a abrir. Primeiro com uma bomba de Kvaratskhelia, depois de um lance bem desenhado por Vitinha. Logo a seguir, transição de Doué que, com toda a calma do mundo, abriu na esquerda para Dembelé que, por sua vez, afastou Marquinhos, para bater Neuer com um remate colocado.
Em dois tempos, o PSG passava a ter uma vantagem de três golos e ficava com Budapeste à vista, ali, ao virar da esquina, mas ainda faltava mais de meia-hora e nunca se pode dar este Bayern como morto.
Do nada, a equipa bávara voltou à contenda, numa altura em que o PSG começava a acusar desgaste físico. Upamecano reduziu a diferença, na sequência de um livre de Kimmich e, logo a seguir, Luis Díaz também marcou após grande passe de Harry Kane. Este segundo golo começou por ser anulado, por fora de jogo, mas o golo acabou mesmo por ser validado após revisão do VAR.
Ainda faltavam quase vinte minutos para o final e o PSG teve de sofrer para suster a equipa bávara que nunca desistiu de procurar o empate, diante de um adversário visivelmente em quebra. Nuno Mendes saiu com dificuldades físicas e Hakimi acabou o jogo a coxear, já depois de Luis Enrique ter esgotado as substituições.
Agora é recuperar, porque na quarta-feira há novo jogo em Munique e quem viu este primeiro jogo não vai, com certeza, perder o capítulo final desta sensacional eliminatória.
Para já delicie-se com esta primeira mão:
