Champions: Sporting-Marselha, 2-1 (crónica)

Diogo Marques , Estádio José Alvalade
22 out 2025, 21:58

Reviravolta de milhões...

O primeiro tempo foi um verdadeiro misto de emoções nas bancadas do Estádio José Alvalade e a culpa, essa foi toda dos intervenientes. Igor Paixão deu vantagem ao Marselha e os assobios dos adeptos eram reflexo das dificuldades que o Sporting apresentava nas quatro linhas. Só que tudo mudou em cima do intervalo, com a explosão de alegria à mostragem de um cartão vermelho, para Emerson, por simulação.

Por sua vez, a segunda parte foi diferente (como seria de esperar) e Geny Catamo tratou de mostrar eficácia num momento de tensão e restabelecer a igualdade no marcador, poucos minutos após ter sido lançado por Rui Borges.

RECORDE AQUI O FILME DESTE ENCONTRO.

Especulavam-se algumas alterações no onze do Sporting face ao que alinhou frente ao Paços de Ferreira a meio da semana, para a Taça de Portugal, e a verdade é que Rui Borges recorreu a uma dupla de meio-campo que causou surpresa na visita ao reduto do Nápoles.

João Simões rendeu Morita no onze inicial e jogou ao lado de Hjulmand, com Fresneda a aparecer no corredor direito, atrás de Quenda. Os leões, esses, entraram a todo o gás e Luis Suárez foi o verdadeiro motor da equipa nos primeiros minutos do jogo. Além de ganhar uma falta junto à área, o colombiano causou bastantes calafrios a Balerdi e permitiu a Trincão rematar com perigo à baliza de Rulli, na conversão de um pontapé de livre.

O único problema é que o jogo ficou partido muito rapidamente e isso permitiu aos avançados do Marselha explorarem a velocidade e qualidade individual que lhes é característica. Após um passe de excelência de Aubameyang, a bola chegou até aos pés de Igor Paixão e o resto é pura classe do brasileiro. No um para um com Fresneda, fletiu para dentro e rematou em arco, completamente fora do alcance de Rui Silva.

Este lance decidiu praticamente o rumo dos primeiros 45 minutos, com maior controlo da posse de bola por parte dos franceses e o Sporting à procura de ferir o adversário com combinações que não saíam. Nas bancadas, os adeptos demonstravam o descontentamento pela exibição da equipa e o melhor que a formação de Rui Borges conseguiu fazer foi ver Rulli defender um pontapé de Trincão, à figura e muito frouxo.

Simulação que muda tudo

Só que tudo mudou em cima do apito do árbitro para o intervalo. Emerson caiu na área do Sporting e o juiz começou por apontar para a marca dos onze metros. Ora, após rever as imagens no monitor a decisão foi diferente e o italo-brasileiro viu o segundo cartão amarelo e respetivo vermelho.

Para o segundo tempo, De Zerbi trocou duas peças do seu xadrez, já sem um peão, e viu a equipa retrair-se perante um adversário em superioridade numérica. O leão regressou dos balneários com o orgulho ferido e teve em Luis Suárez o mais destemido, com uma série de remates perigosos para a baliza de Rulli.

Já se sabe que água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. Num momento de distração da defesa do Marselha, apareceu o herói de outros momentos. Acabadinho de entrar em campo, Geny teve no pé esquerdo a oportunidade de restabelecer a igualdade no marcador e não perdoou. Um remate rasteiro e bem colocado, sem qualquer hipótese de defesa para o guardião argentino.

Rui Borges mexeu (e muito bem)

A verdade é que o ouro do técnico estava mesmo no banco de suplentes, já que foi Alisson a terminar com as esperanças do adversário, que não se limitou apenas a defender o resultado. O lance acabou por ser algo caricato, já que o remate do ex-U. Leiria começou por ser alvo de protestos das bancadas, para um possível penálti, mas a bola acabou por entrar na baliza, de forma algo inusitada.

Até final, destaque para um lance que envolveu Maxi Araújo e Pavard e que até começou com um cartão vermelho direto mostrado ao uruguaio. Só que, mais uma vez, o árbitro foi chamado a rever as imagens no monitor e decidiu ficar-se pelo amarelo para cada um dos atletas.

Relacionados

Champions

Mais Champions