Musiala contra a revolução encarnada
O Benfica resistiu a quase tudo, menos a uma combinação entre Kane e Musiala e acabou derrotado (1-0) pelo Bayern, em Munique, na quarta jornada da Liga dos Campeões.
Imperou a lei do mais forte, no fundo.
Apesar do desaire, o segundo nesta edição da Champions, as águias podem sair da Baviera de cabeça erguida pela forma como foram capazes de anular, durante largos minutos, um dos ataques mais profícuos do futebol europeu (tem mais de 50 golos na época).
«Revolução», gritou Bruno Lage. O treinador do Benfica decidiu mudar o sistema para 3x5x2 e surpreendeu ao lançar de início António Silva, Amdouni, Koubaré e Renato Sanches - saíram Florentino, Di María, Pavlidis e Bah (lesionado).
A ideia era clara: fechar os caminhos para a baliza de Trubin, quer por dentro, quer por fora. E tentar sair em contra-golpe. Sem conceder ocasiões de golos, os primeiros minutos foram difíceis para os encarnados pela incapacidade em manter a bola e sair em transição.
Prova de que a estratégia de Lage estava a surtir efeito foi o facto de o Bayern apenas ter conseguido criar as primeiras oportunidades de golo aos 38 minutos. Em ambas, Trubin salvou o Benfica com duas defesas apertadas.
O ucraniano fez, porventura, a melhor exibição da temporada. Mas antes de sublinhar a prestação do guardião do Benfica, é importante referir que houve uma emergência médica na primeira parte, com uma pessoa a necessitar de assistência na bancada, o que motivou o «silêncio» dos adeptos germânicos.
Lage deixou Amdouni e Kaboré (amarelado) no balneário e lançou Pavlidis e Beste. O Benfica ganhou uma referência no ataque e beneficiou da presença do grego que soube segurar jogo e aguardar a subida da equipa.
Imediatamente a seguir a um remate de Kane à malha lateral, o técnico dos encarnados fez entrar Di María ao mesmo tempo que Kompany lançou Sané. No duelo de esquerdinos, o germânico teve um papel mais preponderante no encontro, não só pelas dificuldades que criou a Carreras, mas por ter estado ligado ao golo do Bayern.
Antes do golo, Leroy Sané testou duas vezes a atenção de Trubin com o ucraniano a responder com competência. No entanto, o guarda-redes do Benfica nada pôde fazer quando o ala alemão cruzou para Kane que, nas costas de Tomás Araújo, serviu Musiala para o 1-0.
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— sport tv (@sporttvportugal) November 6, 2024
Bruno Lage arriscou nos 20 minutos finais, introduziu Cabral e Rollheiser no jogo, mas nem por isso o Benfica foi periogoso ou sequer criou uma oportunidade clara para marcar. Parte do plano, entenda-se, limitar ofensiva o Bayern foi bom, mas a segunda metade, referente ao processo ofensivo, ficou aquém.
Cumpriu-se a tradição: em sete jogos em Munique, o Benfica perdeu sempre.