Champions: Sporting-B. Dortmund, 3-1 (crónica)

David Marques , Estádio José Alvalade, Lisboa
24 nov, 22:33

Que tamanho pode vir a ter este leão?

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Que noite, senhores!

Que noite!

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Qual é o limite do potencial de crescimento deste Sporting? Não será infindável, mas quem ousa dizer que este leão de Ruben Amorim está prestes a atingir o limite das suas capacidades?

Daquele Sporting errático e assustado que entrou em cena nesta edição da Champions já nada sobra. Desde aí, o campeão nacional cresceu. E não cresceu a dar pequenos passos. Fê-lo com passos de gigante. Seguiu-se uma derrota pela margem mínima na Alemanha e duas goleadas ao Besiktas.

Contra todas as expectativas, mas com todo o mérito (diga-se), a equipa de Ruben Amorim chegou ao jogo desta quarta-feira com a possibilidade de assegurar já um lugar nos oitavos de final da Liga dos Campeões.

Mas, para que isso acontecesse, era necessária uma vitória por pelo menos dois golos de diferença. Difícil, mesmo contra um adversário altamente limitado pelas ausências de Haaland, Thorgan Hazard, Dahoud, Reyna, Hummels ou Raphael Guerreiro, que caiu do onze em cima do apito inicial.

Só que este leão parece adaptar-se a qualquer circunstância. Faz aquilo que o jogo lhe pede, seja numa vitória sofrida na Liga portuguesa, seja contra um campeão turco ou tendo pela frente uma das três melhores equipas da Alemanha.

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E nesta quarta-feira o Sporting fez aquilo que lhe era exigido para garantir que entra em 2022 na maior prova de clubes da Europa. Nem mais, nem menos! Pelo menos se tivermos em conta apenas o resultado final (3-1) e não a tremenda exibição que realizou.

Alvalade vestiu-se a rigor e lá em baixo os homens de Amorim entregaram às bancadas uma noite de gala, sobretudo após 20 minutos iniciais de superioridade germânica.

O futebol não é propriamente uma ciência exata. Por exemplo, nem sempre quem é melhor ganha e quem marca os golos de uma equipa até pode nem ser um adversário. Um treinador da nossa ‘praça’ costuma até dizer que é o único desporto em que quem é melhor não acaba sempre por vencer. Talvez não seja bem assim, mas compreendemos o que quer dizer.

Mas há uma ciência exata que está sempre presente em tudo na vida e, muito, no futebol: a matemática.

E desde cedo ficou óbvio que se o Sporting resistisse à pressão do Dortmund, que colocava muitas unidades na frente, podia ferir o adversário em transição, fosse ela feita através da capacidade de Matheus Nunes a furar linhas em posse ou pelo jogo direto desde a defesa.

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O 1-0 chegou dessa forma: de um lançamento longo de Coates para Pote, que aproveitou uma má abordagem de Schulz para marcar à meia hora de jogo.

Se o Sporting já estava melhor, a partir daí viu-se outro jogo. Sempre com os germânicos com mais bola, mas o leão com o jogo cada vez mais controlado e quase sempre perigoso quando os homens do meio-campo do Dortmund eram ultrapassados em velocidade.

Há que dizer, também, que aquilo que sobra em talento na frente à equipa alemã falta-lhe em qualidade defensiva: é altamente permeável. Mas a única culpa que o Sporting tem é a de saber tirar proveito disso.

Aos 39 minutos, o incrível Pote (quem mais) fez o 2-0 e ao intervalo o Sporting já estava virtualmente na segunda presença nos oitavos de final de uma Champions.

Na segunda parte, o Dortmund ainda simulou uma entrada mais decidida, mas ficou-se pelas intenções. Emre Can, que entrou no reatamento para o lugar de Schulz, foi expulso aos 75 minutos e gorou quaisquer aspirações de dar a volta ao resultado ou, pelo menos, chegar a um que lhe permitisse ter vantagem sobre os portugueses num eventual confronto direto.

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Verdade seja dita que até aí, tirando um calafrio provocado por Feddal (marcou na própria baliza, mas havia fora de jogo), até foi o Sporting a estar mais perto do terceiro. Sarabia desperdiçou na cara de Kobel e Matheus Nunes também ameaçou. Até ele chegar, numa recarga de Porro a um penálti não concretizado por Pedro Gonçalves.

Numa noite tremenda em Alvalade, até houve margem para uma estreia oficial: Flávio Nazinho, 18 anos. E para o Dortmund acreditar que podia voltar à luta (Malen reduziu já dentro do tempo de compensação).

Mas uma coisa era certa: o Sporting daria sempre ao jogo aquilo que ele lhe pedisse.

Porque o potencial de crescimento desta equipa é desconhecido.

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