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Estes são os seis pontos do cessar-fogo entre Israel e Líbano - e como se chegou até aqui

CNN , Kristen Holmes, Jennifer Hansler e Jennifer Hansler
16 abr, 22:00
Israel festeja o regresso de reféns (AP)

Segundo o documento divulgado pela Casa Branca, o cessar-fogo "poderá ser prolongado por acordo mútuo entre o Líbano e Israel, caso se verifiquem progressos nas negociações"

O cessar-fogo de dez dias no Líbano poderá ser prolongado, e Israel reserva o direito de “tomar todas as medidas necessárias em legítima defesa” durante a trégua, de acordo com uma declaração do Departamento de Estado dos EUA.

A declaração de seis pontos, que o Departamento de Estado afirma ter sido acordada por Israel e pelo Líbano, constitui um memorando de entendimento sobre os termos do cessar-fogo, que tem início às 17:00, da hora da Costa Leste dos EUA (22:00 de Lisboa) desta quinta-feira.

O documento descreve o cessar-fogo inicial como “um gesto de boa vontade por parte do governo de Israel, destinado a permitir negociações de boa-fé com vista a um acordo permanente de segurança e paz entre Israel e o Líbano”.

“Israel manterá o seu direito de tomar todas as medidas necessárias em legítima defesa, a qualquer momento, contra ataques planeados, iminentes ou em curso. Tal não será impedido pela cessação das hostilidades”, refere a declaração. “Para além disso, não realizará quaisquer operações militares ofensivas contra alvos libaneses, incluindo civis, militares e outros alvos estatais, no território do Líbano por terra, ar e mar.”

Segundo o documento, o cessar-fogo “poderá ser prolongado por acordo mútuo entre o Líbano e Israel, caso se verifiquem progressos nas negociações e o Líbano demonstre de forma efetiva a sua capacidade de afirmar a sua soberania”.

“A partir de 16 de abril de 2026, às 17:00 EST, com apoio internacional, o governo do Líbano tomará medidas significativas para impedir o Hezbollah e todos os outros grupos armados não estatais no território libanês de realizarem ataques, operações ou atividades hostis contra alvos israelitas”, lê-se ainda.

“Todas as partes reconhecem as forças de segurança do Líbano como tendo responsabilidade exclusiva pela soberania e defesa nacional do país; nenhum outro país ou grupo pode reivindicar ser garante da soberania do Líbano”, refere o memorando.

“Israel e o Líbano solicitam que os Estados Unidos facilitem novas negociações diretas entre os dois países com o objetivo de resolver todas as questões pendentes, incluindo a demarcação da fronteira terrestre internacional, com vista à celebração de um acordo abrangente que assegure uma segurança, estabilidade e paz duradouras entre os dois países”, conclui o último ponto.

Israel já afirmou que não retirará as suas forças do Líbano durante o cessar-fogo.

Como se chegou ao cessar-fogo

Também esta quinta-feira, a Casa Branca detalhou como foi alcançado o cessar-fogo entre o Líbano e Israel ao longo dos últimos dois dias, começando com uma reunião que o secretário de Estado, Marco Rubio, manteve na terça-feira com os embaixadores de Israel e do Líbano.

De acordo com um responsável da Casa Branca, o Líbano reconheceu durante esse encontro que o Hezbollah é um “problema comum”.

Na noite de quarta-feira, Donald Trump manteve uma conversa telefónica com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, na qual este concordou com o cessar-fogo “com certos termos”, embora o responsável da Casa Branca não tenha especificado quais.

O presidente norte-americano deu então instruções a Rubio para contactar o presidente do Líbano, Joseph Aoun. Durante essa conversa, que aconteceu durante a noite de quarta-feira, Rubio conseguiu garantir o acordo do Líbano para o cessar-fogo.

Na manhã de quinta-feira, Trump falou por telefone com Aoun, seguido de outra chamada com Netanyahu para finalizar o acordo.

Segundo a Casa Branca, o Departamento de Estado esteve simultaneamente a trabalhar com os respetivos governos para formular um memorando de entendimento sobre o cessar-fogo. 

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