Ministro da Presidência foi acusado de publicar um vídeo autopromocional sobre a maneira como lidou com a resposta política à tempestade enquanto parte do país enfrentava - e enfrenta - uma calamidade. O vídeo, que tinha inclusivamente uma marca de água com o nome do próprio Leitão Amaro, foi entretanto apagado
O ministro da Presidência, Leitão Amaro, reconheceu esta sexta-feira que o vídeo que publicou de si próprio nas redes sociais - e que entretanto foi apagado - “não devia estar” online. Questionado pela CNN Portugal sobre a publicação, que o mostrava a acompanhar a situação de calamidade no país após a passagem da depressão Kristin, o governante assumiu o erro, mas considerou que a leitura feita por parte do público foi "injustificada".
“Quando eu vi a publicação, entendi que ela não devia estar, também porque foi entendida de uma forma que não é a forma pretendida”, começou por dizer. “Não devia estar publicado, foi retirado. A interpretação que suscitou em algumas pessoas era injustificada, não era o objetivo desejado, não devia estar e, portanto, foi retirado.”
O vídeo foi publicado na quinta-feira, às 20:53, na conta oficial do ministro na rede social X (antigo Twitter) e acabou por gerar centenas de críticas, com acusações de autopromoção pessoal e do Governo em pleno contexto de emergência nacional.
Na publicação que acompanhava o vídeo, lia-se: “Em situações de emergência, cada decisão conta - e o planeamento faz a diferença. Ontem e hoje, o Governo usa o manual CORGOV, aprovado após o apagão. Coordenação, comunicação e trabalho de equipa para apoiar quem está no terreno e proteger os portugueses”. Via-se o ministro a roer unhas, a falar ao telefone, em grande plano, em plano afastado.
A publicação foi eliminada na manhã desta sexta-feira, depois da polémica se intensificar nas redes sociais e de vários utilizadores acusarem o Governo de tentar capitalizar politicamente uma situação de calamidade.