REVISTA DE IMPRENSA | Os prejuízos concentram-se sobretudo em Leiria e Santarém
Quase dois meses após a tempestade Kristin, as seguradoras pagaram apenas uma parte limitada das indemnizações, tendo antecipado valores em cerca de 5% dos sinistros registados, segundo dados da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões citados pelo Público.
Até 16 de março, os custos totais ascendiam a 732 milhões de euros, mas os pagamentos efetivos ficavam-se pelos 151 milhões, o equivalente a pouco mais de 20% do valor apurado. Foram registadas cerca de 160 mil participações, naquele que é já o maior evento para o setor segurador em Portugal.
Apesar de 31,4% dos processos estarem encerrados, os adiantamentos continuam reduzidos, o que tem motivado críticas de empresários, sobretudo na região Centro, onde os danos foram mais severos. A Nerlei - Associação Empresarial da Região de Leiria aponta para apenas 4% de casos com pagamentos antecipados entre empresas.
A maioria dos sinistros diz respeito a habitações, que representam mais de 80% das participações. Ainda assim, cerca de metade das casas afetadas não tinha seguro com cobertura para tempestades.
Os prejuízos concentram-se sobretudo em Leiria e Santarém, as zonas mais atingidas pelo mau tempo.