Última reunião da concertação social marcada para 7 de maio. Se a UGT não chegar a acordo com Governo e patrões, diploma segue para o Parlamento
A ministra do Trabalho, Rosário Palma Ramalho, anunciou esta quinta-feira, após o chumbo da UGT "por unanimidade" ao pacote laboral, que o Governo vai dar mais uma oportunidade à central sindical para chegar a acordo, agendando para 7 de maio a última reunião da concertação social relativamente a esta reforma.
Se a UGT não chegar a acordo com Governo e patrões, a ministra assumiu, desde logo, que o diploma seguirá para o Parlamento.
"Não basta a UGT dizer que está disposta a negociar se vier a haver propostas do Governo", defendeu Palma Ramalho, sublinhando que a central sindical "tem de mostrar que quer efetivamente uma aproximação",
"O Governo esperará nos próximos dias uma posição realmente construtiva e clara da UGT sobre os poucos pontos que ficaram em aberto", indicou a ministra, avisando que se tal não acontecer o diploma "avançará para o Parlamento".
Questionada sobre as matérias que estão a travar um acordo, a ministra do Trabalho voltou a referir que já foram consensualizadas "138 normas, das quais 33" provenientes de propostas da UGT, pelo que considerou que "há muito pouca matéria por consensualizar", dando como exemplo o banco de horas e a jornada contínua.
"Depois, na última reunião, o secretário-geral da UGT levantou mais uns pontos", apontou a ministra, desafiando a central sindical a clarificar a "divergência" entre aquilo que Governo e confederações patronais entendem que "estava por consensualizar e aquilo que a UGT entende que não está consensualizado".
Palma Ramalho pede, por isso, "propostas concretas" à UGT, nomeadamente "o que é que quer exatamente e como é que quer exatamente".
