Jerónimo acusa PS de trocar "mimos" com PSD para fazer "política de direita"

Agência Lusa , CE
2 dez 2021, 19:41
Jerónimo de Sousa (Lusa/Miguel A. Lopes)
Jerónimo de Sousa (Lusa/Miguel A. Lopes)

Segundo o líder do PCP, “o PS atirou o país para eleições porque recusou soluções"

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O líder do PCP acusou esta quinta-feira o PS de querer “ter as mãos livres para fazer a política de direita” e de trocar “mimos” com o PSD, defendendo que a CDU propõe a “política alternativa de que o país precisa”.

“O PS quer ter as mãos livres para fazer a política de direita, para poder escolher sem estorvos o lado do patronato em vez dos trabalhadores, para escolher o lado dos grupos económicos que negoceiam a doença, em vez do lado do SNS e do direito à saúde. Quanto mais força o PS tiver, mais insistirá na política de direita, sozinho ou mal-acompanhado”, frisou Jerónimo de Sousa.

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O secretário-geral comunista falava no Hotel Lisboa Plaza, numa ação intitulada “CDU – Força decisiva. Ao teu lado todos os dias”, que serviu para lançar a Coligação Democrática Unitária (CDU), integrada pelo PCP e pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) nas próximas eleições legislativas, a 30 de janeiro.

Segundo Jerónimo de Sousa, “o PS atirou o país para eleições porque recusou soluções, comprometido com a política de direita”, e porque “ambiciona uma maioria absoluta para fugir da intervenção e influência do PCP e da CDU”.

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“Ambiciona a maioria absoluta, mas já pensa em como estender a mão ao PSD para dar andamento à política de direita, é ver os mimos recíprocos com o PSD (…), as juras de respeito mútuo pelos resultados, a disponibilidade anunciada para manter a política de direita sem sobressaltos, na paz e à sombra dos ciprestes”, indicou.

O líder comunista considerou que se está a assistir a uma “operação” para “branquear o PSD de um passado que os trabalhadores não esquecem, para apagar as suas responsabilidades na política de estagnação do país, de agravamento das desigualdades”.

“Os portugueses sabem que o que dali vem são cortes nos salários e nas pensões de reforma, retirada de direitos, ataques aos serviços públicos, ainda mais benesses para os grupos monopolistas que já andam a puxar ora pelo PS, ora pelo PSD, como se cada um puxasse para o seu lado, quando na verdade ali puxam os dois para o mesmo lado: o lado da política de direita”, apontou.

Jerónimo de Sousa frisou, em alusão ao PS, que “não vale a pena andar por aí a agigantar o medo da direita quando se está a pensar em fazer arranjos com ela”, e salientou que “a direita não se combate com quem lhe estende a mão, combate-se dando mais força e mais deputados à CDU”.

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“É essa política alternativa que o país precisa, é essa perspetiva de alternativa que o PCP defende, em oposição às posições do PS e em confronto com os projetos reacionários do PSD e o CDS e os seus sucedâneos. É na CDU que reside a condição essencial de avanço”, defendeu.

Intervindo pouco tempo antes, a deputada e membro da comissão executiva do PEV Mariana Silva também considerou que as eleições legislativas antecipadas “são fruto de um desejo enorme do primeiro-ministro e do PS de alcançar uma maioria absoluta e ficar livre para praticar a política mais à direita com a qual se identifica, e que nos últimos seis anos foi obrigado a contrariar”.

“O PS utilizou a estratégia de vitimização como meio para tentar uma maioria absoluta que o dispensasse de negociar o Orçamento do Estado e lhe permitisse fazer opções políticas sozinho, ou mesmo mudar a agulha das opções políticas para convergências com a direita e o PSD em particular”, referiu.

As eleições legislativas decorrem a 30 de janeiro, tendo sido convocadas pelo Presidente da República depois de BE, PCP e PEV terem votado contra a proposta de Orçamento de Estado para 2022, pondo fim ao entendimento entre o PS e os parceiros da esquerda parlamentar que durava desde 2015.

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