Tracking Poll: PS sobe e afasta-se do PSD. CDS anima e IL perde fôlego

24 jan, 20:21
António Costa dança em Viana do Castelo (Lusa/Miguel A. Lopes)

Inverteu-se a tendência nos últimos dias: cresce a intenção de voto no PS e o PSD perdeu o impulso que o colocou à frente dos socialistas

Os valores continuam ainda entre os mais baixos registados nesta sondagem diária entre os socialistas, mas há dois dias que o PS volta a subir nas preferências. Está agora nos 35,3%, 3,9 pontos percentuais à frente dos sociais-democratas.

O partido de António Costa tem a maior subida do dia (subiu 1,2 pontos percentuais) e o partido de Rui Rio a maior descida (desceu 2,1 pontos percentuais). O PSD reúne agora 31,4% das intenções de voto, menos 3,1 pontos percentuais do que o seu máximo na tracking pool.

É importante notar, no entanto, que embora a trajetória dos últimos dois dias demonstre sentidos opostos para socialistas e sociais-democratas, os dois partidos mantêm-se em empate técnico uma vez que os intervalos de confiança desta amostra continuam a sobrepôr-se. Isso significa que estes dados não descartam a hipótese de um ou outro partido vencer as eleições no dia 30.

CDS inverte tendência?

O Chega mantém o terceiro lugar nesta sondagem diária, com 6,9%, muito próximo do Bloco de Esquerda, que reúne 6,1% das preferências. O CDU surge a seguir, com 4,9%, e a Iniciativa Liberal, que chegou a estar empatada com o Chega mas tem vindo a perder pontos há três dias, está nos 4,7%.

O CDS regista a segunda maior subida do dia, de 0,8 pontos percentuais, e a melhor votação em onze dias. Ainda é cedo para perceber se é uma nova tendência entre os centristas, os resultados dos próximos dias o dirão. O CDS está agora nos 1,6%, empatado com o PAN, que regista os mesmo valores há quatro dias. Atrás dos dois está o Livre, com 0,8%.

Continuam a subir as intenções de voto nos outros partidos, em votos brancos e nulos, agora com 6,5% das preferências dos inquiridos.

Os indecisos

Ao contrário do que vinha acontecendo até aqui, o número de indecisos diminuiu ao mesmo tempo que diminuiu a intenção de voto no PSD, embora em proporções diferentes. Se olharmos para os dados sem a distribuição dos indecisos, o número de votantes no partido de Rui Rio desceu 1,5 pontos percentuais, enquanto o número de indecisos desceu 0,5 pontos percentuais. 

Neste gráfico, as maiores subidas pertencem ao PS (1,2 pontos percentuais) e ao CDS (0,6 pontos percentuais).

Sondagem diária

  PS PSD CDS-PP CDU BE
dia 13 38,9% 29,7% 1,7% 4,6% 6,2%
dia 14 38,8% 29,3% 1,3% 4,6% 6,8%
dia 15 39,6% 29,6% 0,9% 5,1% 6%
dia 16 40,1% 28,8% 0,6% 5,9% 5,9%
dia 17 39,8% 30,4% 1,3% 5,8% 4,5%
dia 18 38,7% 30,4% 1,1% 5,3% 5,1%
dia 19 36,5% 32,9% 1% 5% 5%
dia 20 34,6% 33,5% 1,2% 4,5% 4,9%
dia 21 33,5% 34,5% 0,8% 4,7% 5,7%
dia 22 34,01% 33,5% 0,8% 5,1% 5,5%
dia 23 35,3% 31,4% 1,6% 4,9% 6,1%

 

  PAN Livre Chega IL Outros
dia 13 2,1% 1,2% 6,9% 5,4% 3,3%
dia 14 1,9% 1,5% 7,8% 4,9% 3,2%
dia 15 1,7% 1,5% 8,1% 4,7% 3%
dia 16 1,5% 1,3% 8% 5% 2,9%
dia 17 1,7% 1,5% 7,5% 4,3% 3,2%
dia 18 1,7% 1,1% 7,2% 4,7% 4,7%
dia 19 1,9% 1,5% 6,3% 5,2% 4,8%
dia 20 1,6% 1,6% 6,3% 6,3% 5,3%
dia 21 1,6% 1,2% 6,5% 5,7% 5,9%
dia 22 1,6% 1,2% 6,6% 5,3% 6,2%
dia 23 1,6% 0,8% 6,9% 4,7% 6,5%

Ficha técnica

Durante 4 dias (20 a 23 de janeiro de 2022) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI e CNN Portugal uma sub-amostra de 152 entrevistas representativa do universo eleitoral português (não probabilístico) tendo por base os critérios de género, idade e região. O resultado do apuramento dos 4 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra de 608 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,06. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel” mantendo a proporção dos 3 principais operadores identificados pelo relatório da ANACOM, sempre que necessário são selecionados aleatoriamente números fixos para apoiar o cumprimento do plano amostral. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

O estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses, sobre temas relacionados com as eleições, nomeadamente os principais protagonistas, os momentos da campanha bem como a intenção de voto dos vários partidos. A percentagem de indecisos é de 19,4% que são distribuídos proporcionalmente. A taxa de resposta foi de 60,06% e a direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A ficha técnica completa bem como todos os resultados foram disponibilizados junto da Entidade Reguladora da Comunicação Social que os disponibilizará oportunamente para consulta online.

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