“O CDS não vai ter só um deputado”: a promessa de Francisco Rodrigues dos Santos

4 jan, 16:22
Francisco Rodrigues dos Santos
Francisco Rodrigues dos Santos

Líder dos democratas-cristãos acusa ainda o líder do PSD, Rui Rio, de ter desaproveitado o "espírito dos Açores"

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Francisco Rodrigues dos Santos defendeu esta terça-feira que o CDS tem capacidade para conquistar “um bom resultado eleitoral” nas eleições legislativas marcadas para o próximo dia 30 e acusou Rui Rio de mudar uma estratégia que poderia “favorecer a criação de um bloco sólido alternativo ao PS”.

Em entrevista ao programa Sob Escuta do Observador, o líder dos democratas-cristãos recusou comentar as sondagens que apontam para uma redução dos deputados do CDS, chegando mesmo a estar associado a apenas um deputado. Mas este é um cenário que Francisco Rodrigues dos Santos não coloca sequer em cima da mesa. “O CDS não vai ter só um deputado no parlamento”, garantiu.

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“Eu tenho a certeza absoluta de que o CDS, através do seu compromisso eleitoral e da sua capacidade de se afirmar no espaço da direita como um partido insubstituível, pode ter um bom resultado eleitoral. Obviamente que tudo o que seja reduzir a atual representação parlamentar do CDS, configurada em cinco deputados, não será um resultado otimista nem satisfatório por parte do CDS.”

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Francisco Rodrigues dos Santos assume como objetivo “aumentar a representação parlamentar” dos democratas-cristãos e, confrontado com a possibilidade de não conseguir cumprir esse objetivo, o líder do CDS respondeu que essa é uma avaliação que terá de fazer na noite eleitoral. “Não estou agarrado ao lugar”, acrescentou.

Sobre o PSD; que decidiu não se coligar com o CDS nas próximas legislativas, Francisco Rodrigues dos Santos diz-se desapontado com o partido liderado por Rui Rio - mas não perdeu a esperança num PSD próximo do CDS. “Os sinais que o PSD deu em alturas-chave, que são as eleições, foram diametralmente opostos daqueles que deu na preparação destas legislativas. É verdade que no Parlamento o PSD foi muito mais vezes conivente e colaborador com o PS do que oposição e alternativa, mas também é verdade que nas alturas decisivas o PSD soube colocar-se do lado da alternativa democrática”, salientou, referindo-se, a título de exemplo, ao acordo de incidência parlamentar nos Açores, que, no seu entender, permitiu “derrubar um sultanato de quase 24 anos de poder socialistas”.

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No seu entender, PSD e CDS deviam ter aproveitado o "espírito dos Açores" para criar "uma dinâmica nacional que poderia favorecer criação de um bloco sólido alternativo ao PS". "Agora, pela primeira vez desde que fomos eleitos, Rui Rio decidiu que este não era o caminho", lamentou.

Em relação à recusa de Manuel Monteiro do convite do CDS para integrar as listas de deputados à Assembleia da República, Francisco Rodrigues dos Santos negou que tal tenha sido um sinal de fraqueza do partido e da sua liderança, até porque, mesmo recusando o convite por não ter “disponibilidade do ponto de vista pessoal”, Manuel Monteiro disse que estaria “absolutamente comprometido em ajudar o CDS” na campanha eleitoral.

“Acho que mantenho esse trunfo, porque tenho Manuel Monteiro como aliado. Não é candidato, mas creio que a riqueza e o valor que pode acrescentar à nossa candidatura permanece intacto”, assinalou.

Ainda no início da entrevista, Francisco Rodrigues dos Santos foi questionado sobre se estaria disponível para assinar um acordo de incidência parlamentar com o Chega após as legislativas, à semelhança do que aconteceu nos Açores, ao qual respondeu lembrando os entendimentos anteriores com o PSD:

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"Nós não queremos depender do Chega para formar soluções governativas. Aliás, a nossa história democrática não contou com a participação política do Chega até há dois anos e os dois partidos de charneira do centro-direita sempre foram capazes de se entender sem desviar o centro da sua ação política para medidas populistas, demagógicas ou que enfermam qualquer tipo de radicalismos", salientou.

O líder dos democratas-cristãos disse mesmo não ter dúvidas de que "sem o CDS não vai existir Governo de direita", caso os resultados eleitorais assim o permitam. "Tenho a certeza absoluta de que só é possível haver um Governo de direita em Portugal com um CDS forte, se o CDS tiver votos para forjar uma governação de direita no caso de o PSD vencer eleições e para construir uma solução maioritária no parlamento."

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