Visitante do Louvre atira bolo à "Mona Lisa" de Da Vinci

CNN Portugal , MJC
30 mai, 08:56

O homem aproximou-se do famoso quadro numa cadeira de rodas e, após o ataque, foi imediatamente detido pelos seguranças do museu

O quadro "Mona Lisa", uma das principais atrações do Museu do Louvre, em Paris, França, foi atacado do domingo por um visitante, que lhe atirou um bolo com creme para cima. 

Segundo os relatos nas redes sociais, por parte de alguns dos muitos visitantes do museu que nessa altura se encontravam no local, os seguranças agiram rapidamente e expulsaram o autor do ataque. A obra não ficou danificada, pois o bolo bateu no vidro que protege a pintura a óleo. Os funcionários do museu limparam rapidamente o vidro.

A intenção e a identidade do atacante não foram reveladas.

Segundo as testemunhas, o atacante foi um homem que usava uma peruca e que se deslocava numa cadeira de rodas - o que lhe permitiu aproximar-se mais da pintura, ficando num espaço reservados às pessoas com mobilidade reduzida, à frente dos outros visitantes. Num dos vídeos publicados nas redes sociais, o homem aparece a fazer reivindicações a favor da proteção do planeta, enquanto os guardas do museu o expulsam da sala.

Este não é o primeiro ataque à obra de Leonardo da Vinci. Em agosto de 2009, um turista atirou uma chávena de chá sobre o quadro mas a chávena partiu-se quando bateu na vitrina de proteção. Em 1974, quando estava em exibição no Museu Nacional de Tóquio, uma mulher usou um spray de cor vermelha para atacar o quadro, mas não danificou a pintura. Em 1956, houve dois ataques: da primeira vez, um homem atirou ácido sulfúrico sobre o quadro, danificando a parte inferior; no final desse ano, um pintor boliviano atirou uma pedra na pintura a óleo, causando pequenos danos.

O quadro, conhecido como "Mona Lisa" e também como "La Gioconda", foi pintado pelo artista renascentista italiano Leonardo Da Vinci entre 1503 e 1506 e representa Lisa Gherardini, mulher de Francesco del Giocondo. É uma das pinturas mais valiosas do mundo e detém o recorde do Guinness para a maior avaliação de seguro de uma pintura, no valor de 100 milhões de dólares em 1962 (equivalente a 870 milhões de dólares - ou cerca de 810 milhões de euros - atualmente).

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