Zelensky avisou no sábado que tropas norte-coreanas estavam a atacar Kursk, parcialmente ocupada pelo exército ucraniano em agosto
Um drone ucraniano atingiu este domingo um campus da Guarda Nacional Russa na região da Chechénia, enquanto Kiev continua a contra-atacar após o bombardeamento em massa de Moscovo.
Segundo avançou a Associated Press (AP), imagens publicadas nas redes sociais mostram um 'drone' (veículo aéreo não tripulado controlado remotamente) a sobrevoar a capital chechena, Grozny, a cerca de 800 quilómetros a sudeste da linha da frente na Ucrânia, antes de explodir. Nenhuma vítima foi reportada.
O líder da república russa da Chechénia, Ramzan Kadirov, confirmou que um drone atingiu um local pertencente ao batalhão da polícia de choque Akhmat Grozny e disse que outros dois foram abatidos pelas defesas aéreas.
Segundo a AP, Kadirov terá prometido vingança contra as forças ucranianas e ordenado um ataque com mísseis contra instalações militares em Kharkiv, em retaliação pelo ataque, uma alegação que não foi ainda possível confirmar.
A notícia surge numa altura em que cerca de 200 militares das forças conjuntas de Moscovo e Pyongyang morreram ou ficaram feridos na região russa de Kursk, indicou este domingo a inteligência militar ucraniana, confirmando o ataque a, pelo menos, um grupo de soldados norte-coreanos com 'drones'.
De acordo com o correspondente militar ucraniano Yuri Butusov, citado pela agência EFE, um batalhão de soldados norte-coreanos lançou no sábado um ataque às posições ucranianas perto de Malaya Loknia, apoiado pelas forças russas. "O inimigo avançou, apesar das perdas e do fogo de artilharia, uma reminiscência da tática de ondas vivas usada pelos exércitos norte-coreano e chinês durante a Guerra da Coreia de 1950/53", escreveu Butusov nas redes sociais.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, já havia dado conta no sábado de ataques das tropas norte-coreanas que combatem junto da Rússia na região russa de Kursk, parcialmente ocupada pelo exército ucraniano em agosto.
"Há informações preliminares de que os russos começaram a usar soldados norte-coreanos em ataques -- em número significativo", disse Zelensky no seu briefing diário.
Segundo Kiev, o Kremlin reuniu cerca de 50 mil soldados, incluindo 11 mil de militares norte-coreanos, para tentar recuperar o controlo total da região de Kursk.