O futuro da Kings League: agora, até Neymar vai entrar no jogo

28 mar 2023, 11:02
Neymar

Craque do PSG «sequestrou» Piqué para poder ser dono de uma equipa. Depois dos números arrebatadores da primeira edição, a «febre» vai espalhar-se para a América Latina

92 522 adeptos em pleno Camp Nou... 2,16 milhões espectadores de audiência máxima (1,38 milhões de audiência média)... E agora? 

Depois do sucesso retumbante da primeira edição da «final four», que decorreu no passado domingo, em Barcelona, a Kings League vai partir à conquista do mundo. E para demonstrar as intenções de expansão para lá do Atlântico, precisamente nesse dia Neymar anunciou que irá ser dono de uma equipa da Kings League Brasil, a versão brasileira da liga criada por Gerard Piqué e pelo «streamer» Ibai Llanos.

Como em tudo na Kings League, o anúncio foi feito a preceito e teve um impacto estrondoso: no vídeo promocional, o craque do PSG rouba a taça do torneio e sequestra Piqué e, como contrapartida para a devolver, exige uma equipa sua na próxima edição.

A «contratação» de Neymar, depois da de Ronaldinho, que jogou na primeira edição motivando um recorde de audiências e agora vai ser também presidente de uma equipa no Brasil, faz parte da conquista da América Latina, depois de dominar atenções em Espanha.

«Existe um plano a longo prazo que é uma expansão a partir de 2024 para vários países. Depois haverá uma competição mundial, no final do ano, a que irão os melhores de cada país. Uma competição parecida com a Liga dos Campeões», revelou Piqué numa recente entrevista à Marca.

De acordo com o mesmo jornal, além do Brasil, Argentina e México podem seguir-se ao abraçarem este torneio de futebol de sete, com regras próprias e baseado na cultura de entretenimento, em particular nos videojogos.

Oriol Querol, o CEO da Kings League, revelou à agência EFE que desde a segunda jornada desta primeira edição que choveram convites para expandir a marca para diferentes países. O plano passa também por chegar a um público mais abrangente, levando as transmissões da Twitch também para os canais de TV tradicionais. 

«O produto que trabalhamos é muito similar a um concerto ou a um programa televisivo. A luz e o som próprios dessa abordagem. O espaço onde se disputam os jogos está a meio caminho entre uma discoteca, um estúdio de TV e um pavilhão desportivo», afirmou Querol.

A adesão das novas gerações a esta espécie de futebol moderno tem sido arrebatadora. A ponto de haver quem já a aponte como uma séria concorrente ao futebol tradicional. Uma coisa parece ser certa: depois de encher Camp Nou e colar uma multidão de fãs aos ecrãs, a febre da Kings League estará só no começo.

Saiba mais sobre a Kings League

Relacionados

Brasil

Mais Brasil

Mais Lidas

Patrocinados