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Coreia do Norte testa mísseis balísticos com munições de fragmentação

Agência Lusa , AM
20 abr, 06:40
Kim Jong-un (KSNA)

Kim Jong-un acompanhou o lançamento de cinco mísseis balísticos superfície-superfície de uma nova versão do Hwasong-11 Ra, equipados com ogivas de bombas de fragmentação e minas de fragmentação

A Coreia do Norte confirmou esta segunda-feira que testou mísseis balísticos com ogivas de bombas de fragmentação, no segundo teste do género em abril, que foi acompanhado pelo líder Kim Jong-un e pela filha.

A confirmação surgiu numa notícia da agência oficial norte-coreana KCNA, que parece fazer referência aos testes de lançamento de vários mísseis balísticos detetados no domingo, pela vizinha Coreia do Sul, pelo Japão e pelos Estados Unidos.

Fotos divulgadas pela KCNA mostraram Kim Jong Un e a filha adolescente, supostamente chamada Kim Ju Ae, ambos com casacos de cabedal pretos, a observarem de um miradouro costeiro um projétil a sobrevoar a água, deixando um rasto de fumo cinzento.

Kim acompanhou o lançamento de cinco mísseis balísticos superfície-superfície de uma nova versão do Hwasong-11 Ra, equipados com ogivas de bombas de fragmentação e minas de fragmentação, informou a KCNA.

Os mísseis atingiram um alvo situado numa ilha no mar do Japão e Kim manifestou satisfação com os lançamentos.

"É de grande importância para as ações militares aumentar a capacidade de ataque de alta densidade", disse o líder norte-coreano, citado pela KCNA.

O lançamento de domingo eleva para seis o número de testes de mísseis balísticos conhecidos da Coreia do Norte desde o início do ano.

Em 14 de abril, os meios de comunicação estatais norte-coreanos noticiaram um teste de mísseis de cruzeiro a partir de um contratorpedeiro no mar Amarelo, também na presença deKim Jong-un.

Os testes ocorrem num momento em que a Coreia do Norte continua a ignorar os gestos do Presidente sul-coreano de centro-esquerda, Lee Jae-myung, para tentar melhorar as relações, que se deterioraram sob o governo do antecessor de direita, Yoon Suk-yeol.

Seul manifestou pesar após a incursão de 'drones' civis na Coreia do Norte em janeiro, um gesto inicialmente qualificado como um "comportamento muito feliz e sensato" por Kim Yo-jong, a poderosa irmã do líder norte-coreano.

No entanto, um alto responsável norte-coreano descreveu posteriormente, em abril, a Coreia do Sul como "o Estado inimigo mais hostil" a Pyongyang.

A Coreia do Norte considera o programa de armas nucleares e mísseis balísticos como um seguro de vida face às intenções de invasão que atribui à Coreia do Sul e aos Estados Unidos.

Na quarta-feira, o chefe da Agência Internacional de Energia Atómica, Rafael Grossi, referiu um "aumento muito preocupante" das capacidades nucleares da Coreia do Norte, que estimou em "algumas dezenas de ogivas".

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