Coreia do Norte ameaça retomar testes nucleares e a culpa é dos Estados Unidos

Agência Lusa , CM
20 jan, 06:30
Kim Jong-un (Korean Central News Agency/Korea News Service via AP)

Desde a tomada de posse de Joe Biden, há um ano, Pyongyang rejeitou as várias propostas de diálogo apresentadas pela administração norte-americana

A Coreia do Norte ameaçou hoje retomar os testes nucleares e de mísseis balísticos de longo alcance numa reunião do gabinete político sob a liderança de Kim Jong-un.

Pyongyang não realizou quaisquer ensaios nucleares de mísseis balísticos de longo alcance desde 2017, dando prioridade ao diálogo com os EUA, com o líder norte-coreano a encontrar-se por três vezes com o então presidente dos EUA, Donald Trump.

Desde a fracassada cimeira de Hanói de 2019 entre os dois líderes, as negociações estagnaram. A Coreia do Norte rejeitou todas as ofertas de conversações enquanto retomava testes, como o lançamento de mísseis hipersónicos e os EUA impuseram na semana passada novas sanções a Pyongyang.

"A política hostil e a ameaça militar dos Estados Unidos atingiram um limiar perigoso que já não pode ser ignorado", adiantou a agência oficial da Coreia do Norte, a KCNA.

Por esta razão, a reunião do gabinete político do comité central do Partido dos Trabalhadores "ordenou (...) que se examinasse rapidamente a questão do reinício" de todas as atividades que foram objeto de uma moratória.

O possível recomeço dos testes nucleares e balísticos ocorre num momento sensível para a região, com eleições presidenciais marcadas para março na Coreia do Sul, e na China, o único grande aliado da Coreia do Norte e que se prepara para acolher os Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro.

Desde a tomada de posse de Joe Biden, há um ano, Pyongyang rejeitou as várias propostas de diálogo apresentadas pela administração norte-americana.

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