Kiev prepara-se para retomar a Crimeia

CNN Portugal , HCL
20 nov, 18:34

Andriy Yermak, assessor de Zelensky, rejeita que Moscovo tenha insistido numa trégua num horizonte próximo

A Rússia não pediu diretamente à Ucrânia uma trégua instantânea na guerra, esclareceu este sábado um assessor de topo do presidente ucraniano, após Volodymyr Zelensky ter dito a uma audiência no Fórum Internacional de Segurança de Halifax que Kiev rejeitou a preferência da Rússia por uma "curta trégua".

O comentário de Zelensky deixou em aberto a questão sobre se Moscovo fez, de facto, o pedido à administração ucraniana. Algo que Andriy Yermak, que dirige o gabinete presidencial ucraniano, declarou não ter acontecido.

Durante uma conferência de imprensa, Yermak afirmou que o Kremlin não propôs a referida trégua ao governo ucraniano. "Não [tivemos] qualquer pedido oficial do lado russo sobre algumas conversas, algumas negociações", disse.

A afirmação surge durante um período sensível na brutal guerra que já decorre há nove meses. De acordo com o jornal Politico, altos funcionários dos EUA e da Europa estão a tentar convencer a Ucrânia a chegar a uma solução pacífica para o conflito que a Rússia iniciou. Até agora, a Ucrânia rejeitou esses apelos, dizendo que qualquer tentativa de negociações agora beneficiaria mais Moscovo do que Kiev.

De facto, Yermak sinalizou uma próxima campanha militar na Crimeia, a península que a Rússia afirmou anexar em 2014, embora não confirmasse uma linha temporal exata para o seu início. "Esta guerra, ela continua", disse , acrescentando que "tem a certeza" que uma campanha para retomar a Crimeia irá acontecer.

No início de sábado, o vice-ministro ucraniano da Defesa Volodymyr Havrylov disse à Sky News que as tropas ucranianas estariam na Crimeia em dezembro e que a guerra terminaria na próxima primavera.

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