Primeiro-ministro australiano congratula-se com deportação de Djokovic

16 jan, 10:20
Scott Morrison

«Decisão foi tomada por razões de saúde, segurança e proteção», disse Scott Morrison

O primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, manifestou hoje a sua satisfação com a decisão judicial que confirmou o cancelamento do visto e a expulsão do país do tenista sérvio Novak Djokovic, alegando tratar-se de uma decisão de «interesse público».

«Esta decisão de cancelamento foi tomada por razões de saúde, segurança e proteção, com base no interesse público», afirmou, em comunicado, o líder liberal australiano, que aplicou uma das políticas mais duras do mundo contra a pandemia de covid-19, e que enfrenta atualmente uma vaga de contágios, apesar de a maioria da população estar vacinada.

O Tribunal Federal da Austrália decidiu por unanimidade numa audiência virtual que o cancelamento do visto do jogador de ténis pelo Ministro da Imigração tem uma base legal, pelo que Djokovic será deportado.

Em causa está o facto de o tenista não ser vacinado, ter violado diretrizes de isolamento e ter prestado falsas declarações.

Três juízes do Tribunal Federal confirmaram assim uma decisão tomada na sexta-feira pelo ministro da Imigração, o que significa que Djokovic, que não está vacinado contra a covid-19, vai permanecer detido em Melbourne até ser deportado.

Uma ordem de deportação inclui também, geralmente, uma proibição de três anos de entrar no país.

O número um do ténis mundial fica assim impossibilitado de disputar o Open da Austrália, que começa na segunda-feira.

O afastamento de Novak Djokovic, que figurava como primeiro cabeça de série e o mais forte candidato à vitória final em Melbourne, onde decorre o torneio entre 17 e 30 de janeiro, representa o fim da possibilidade de alcançar o 10.º troféu australiano e 21.º título do Grand Slam, descolando dos 20 ‘majors’ do suíço Roger Federer e do espanhol Rafael Nadal.

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