Rui Patrício considera que a decisão «pode causar uma revolução» em Portugal
A decisão do Tribunal Central Criminal de Lisboa de absolver Rui Pinto da prática de 241 crimes no segundo processo do caso “Football Leaks” foi considerada surpreendente e inédita pela defesa e pelo assistente Benfica. A deliberação unânime do coletivo de juízes, presidido por Tânia Loureiro Gomes, decretou «invalidade» à acusação movida pelo Ministério Público ao criador do site “Football Leaks”.
A argumentação foi recebida com surpresa por Rui Patrício, advogado do Benfica, assistente no processo e parte interessada na acusação a Rui Pinto.
«Claro que não esperava, nem esperava ouvir esta fundamentação nesta fase processual. A decisão é algo surpreendente e inédita e, em certo sentido, revolucionária. Há vários processos iguais. Se esta tese vingar, isto pode causar uma revolução no sistema judicial português.»
Na defesa de Rui Pinto esteve Francisco Teixeira da Mota: «Não era uma decisão esperada. Isto é: esta valorização dos direitos humanos não é habitual e, portanto, nesse sentido, a decisão é inovadora. Estamos satisfeitos.»
Rui Pinto foi condenado no primeiro caso “Football Leaks”, em setembro de 2023, a quatro anos de pena suspensa, por extorsão na forma tentada, violação de correspondência agravada e acesso ilegítimo. Em novembro de 2023 foi também condenado a seis meses de prisão em França, igualmente com pena suspensa, por aceder ilegalmente a emails do PSG.
