Ministério Público confirma buscas a SAD, banco e residências

22 nov 2021, 16:12
Estádio do Dragão (Vítor Hugo Alvarenga)

Em causa pagamento de comissões de mais de 20 milhões de euros a envolver o FC Porto

O Ministério Público confirmou nesta segunda-feira a realização de buscas de uma SAD desportiva, um banco e várias residências, devido a «perações de pagamento de comissões de mais de 20 (vinte) milhões de euros». 

Apesar de o comunicado não o referir, a TVI noticiou que as buscas estão a decorrer na SAD do FC Porto e domiciliárias, nas casas de Alexandre Pinto da Costa, do empresário Pedro Pinho e do presidente portista, Jorge Nuno Pinto da Costa.

SAD do FC Porto confirma buscas e garante colaboração

No documento, o DCIAP acrescenta que as diligências efetuadas esta segunda-feira tinham como objetivo investigar a suspeita da prática de crimes de «fraude fiscal, burla, abuso de confiança e branqueamento, relacionados com transferências de jogadores de futebol e com circuitos financeiros que envolvem os intermediários nesses negócios».

Na execução dos 33 mandados de busca realizados em Lisboa e no Porto, que incluíram a SAD do FC Porto, uma instituição bancária e diversas residências, «participaram 85 elementos da Inspeção Tributária e da PSP, bem como magistrados do Ministério Público».

Leia o comunicado na íntegra:

«No âmbito de um inquérito dirigido pelo Ministério Público do Departamento Central de Investigação e Ação Penal cuja investigação se encontra a cargo da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) e conta com a estreita colaboração da Polícia de Segurança Pública (PSP), foram cumpridos, no dia de hoje, 33 mandados de busca, principalmente no Porto e em Lisboa, abrangendo instalações de sociedades, incluindo uma SAD e uma instituição bancária, bem como diversas residências.

As diligências de recolha de prova visam investigar a suspeita de prática de crimes de fraude fiscal, burla, abuso de confiança e branqueamento, relacionados com transferências de jogadores de futebol e com circuitos financeiros que envolvem os intermediários nesses negócios.

Estão em causa factos ocorridos pelo menos desde 2017 até ao presente, com forte dimensão internacional e que envolvem operações de pagamento de comissões de mais de 20 (vinte) milhões de euros.

Na execução das buscas participaram 85 elementos da Inspeção Tributária da AT e da PSP, bem como magistrados do Ministério Público.»

[artigo atualizado]

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