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Banco Central Europeu mantém taxas de juro nos 2% pela sexta vez consecutiva

CNN Portugal , MP, com Lusa
19 mar, 13:16
Banco Central Europeu (EPA)

BCE reconhece que a guerra no Médio Oriente "terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos"

O Banco Central Europeu (BCE) decidiu esta quinta-feira manter as taxas de juro inalteradas nos 2%, pela sexta vez consecutiva, confirmando as expectativas de analistas.

A taxa de Facilidade Permanente de Depósito mantém-se nos 2%, enquanto a taxa de refinanciamento se fixou nos 2,15% e a de cedência de liquidez nos 2%.

Ainda assim, o banco liderado por Christine Lagarde admite que a guerra no Médio Oriente tornou as perspetivas "consideravelmente mais incertas".

A guerra "terá um impacto significativo na inflação a curto prazo através de preços mais elevados dos produtos energéticos", lê-se no comunicado divulgado pelo BCE, mas as suas implicações a médio prazo "dependerão quer da intensidade quer da duração do conflito e da forma como os preços dos produtos energéticos afetarão os preços no consumidor e a economia".

A decisão surge numa altura em que o conflito no Irão continua a agravar a crise energética e segue o mesmo caminho dos EUA, depois de a Reserva Federal ter decidido manter os juros inalterados na quarta-feira.

Apesar deste contexto, o Conselho do BCE assegurou estar a "acompanhar de perto a situação e a sua abordagem dependente dos dados ajudá-lo-á a definir a política monetária apropriada".

Nesta reunião, além da decisão de política monetária, foram também divulgadas projeções económicas atualizadas, onde a inflação é revista em alta para 2,6% em 2026, 2,0% em 2027 e 2,1% em 2028.

A revisão, face a dezembro, ocorre porque os preços dos produtos energéticos serão mais elevados devido à guerra no Médio Oriente, indica o banco central.

Já o crescimento económico foi revisto em baixa, para uma média de 0,9% em 2026, 1,3% em 2027 e 1,4% em 2028, uma alteração que reflete "os efeitos da guerra nos mercados de matérias-primas, nos rendimentos reais e na confiança a nível mundial".

Com esta decisão, as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de depósito, às operações principais de refinanciamento e à facilidade permanente de cedência de liquidez permanecem inalteradas em, respetivamente, 2,00%, 2,15% e 2,40%.

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