Metade dos alunos do 9.º ano obteve nota negativa na prova final de Matemática

Agência Lusa , DCT
8 jul, 23:25
Escola

As provas finais do 9.º ano do ensino básico, que em 2024 ainda se realizaram em formato papel, com exceção dos exames de Português Língua Segunda para alunos com surdez severa a profunda, foram feitas em 1.219 escolas em Portugal e no estrangeiro (com currículo português)

Metade dos alunos do 9.º ano de escolaridade que realizaram este ano a prova final de Matemática obteve nota negativa, inferior a 50%, divulgou esta segunda-feira o Júri Nacional de Exames (JNE).

Segundo uma nota do JNE, na prova de Português, em contrapartida, a maioria dos alunos (76%) obteve nota positiva, igual ou acima dos 50%.

Ao todo realizaram-se na primeira fase, que decorreu entre 12 e 17 junho, 197.075 provas finais do 3º ciclo do ensino básico, das quais 94.002 a Matemática e 92.142 a Português.

A média dos exames de Matemática e Português foi de 51 e 59 pontos, respetivamente, numa escala de 0 a 100.

Face a 2023, a média das provas de Português desceu dois pontos, enquanto a da Matemática subiu oito pontos.

O JNE ressalva, no entanto, numa referência ao exame de Matemática, que "o facto de as provas da mesma disciplina não serem comparáveis entre anos letivos não permite concluir que o desempenho dos alunos tenha melhorado".

Estas estatísticas apenas incluem dados das provas de Português e Matemática efetuadas pela generalidade dos alunos, não englobando os estudantes com necessidades educativas especiais ou que têm o Português como língua não materna.

As provas finais do 9.º ano do ensino básico, que em 2024 ainda se realizaram em formato papel, com exceção dos exames de Português Língua Segunda para alunos com surdez severa a profunda, foram feitas em 1.219 escolas em Portugal e no estrangeiro (com currículo português).

Os exames, que têm um peso de 30% na nota final, foram avaliados por 4.874 professores, sendo que cerca de 10 mil docentes estiveram envolvidos na vigilância das provas.

O JNE salienta que as provas decorreram "com a normalidade requerida, sem problemas de maior".

A primeira fase é obrigatória para todos os alunos internos que reuniam as condições de admissão.

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