opinião

Putin e Biden

22 jun, 07:00

Notas Soltas

O embaixador Francisco Seixas da Costa dizia há duas semanas no Jornal da CNN que a estratégia de Vladimir Putin era clara: a Rússia não valoriza, pelo contrário até opta pela via do insulto, as posições dos líderes da União Europeia. Para Putin, dizia Seixas da Costa, o problema da Rússia é com os Estados Unidos.

Olhando com atenção, quer as declarações públicas de Putin, quer as de Medvedev, ex-presidente russo que se tem constituído como um “arruaceiro” do Kremlin, a análise tem total adesão à realidade. Para a Rússia, o interlocutor, ou melhor o adversário são os Estados Unidos.

É na equação Leste-Oeste que Putin coloca a questão. De facto, o que para Putin está em causa e o que ele procura é uma reconfiguração da ordem mundial.

Fica bem dizer que Putin quer ser o novo “czar”, mas na realidade do que se trata é de questionar o desenho que emergiu do pós Guerra Fria. Gorbatchov seguiu o caminho da “glasnost”, o que significou na prática a aceitação do fim da URSS, do Estalinismo e da abertura para valores próximos dos do Ocidente.

Com Boris Yeltsin, em 1991, deu-se a consumação dos factos: acabou a URSS, nasceu a Federação Russa e formaram-se novos Estados de origem Russófona. É todo este passado que Putin questiona. O que ele realmente quer é “falar” cara a cara com Joe Biden.

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