opinião

A chanceler

3 mai, 07:30

NOTAS SOLTAS

“Na vida, nada existe para se te temer; apenas para se compreender”. A afirmação é de Marie Curie e abre um dos capítulos do extraordinário livro “A Chanceler”, de Kati Morton. Nele é narrada a história da vida pessoal e política da mulher que liderou a Alemanha e a Europa durante dezasseis anos.

Foi considerada a mulher mais poderosa do mundo. Nasceu na antiga República Federal da Alemanha, mas ainda criança mudou-se com a família para a Alemanha de Leste, onde teve uma vida austera e, segundo a autora, aprendeu com o pai, um pastor luterano, a “lógica da argumentação”, mas também da observação do silêncio que utilizava como arma para combater os seus adversários.

Considero interessante a sua visão sobre o exercício da ação política. “Pondero as coisas a começar pelo fim: começo pelo resultado desejado e trabalho daí para trás… O que importa é o que estará feito daqui a dois anos e não o que leremos nos jornais de amanhã”. Uma outra afirmação que relevo relaciona-se com a sua condição de mulher no exercício da liderança da CDU e do governo da maior economia europeia: “Como mulher, exercer autoridade é algo que temos de aprender… Sem poder não vamos longe”.

Creio que guardamos dela um registo frio, distante e pragmático. No entanto, existia um outro lado mais desconhecido que remete para a influência da figura paterna no que diz respeito à fé. “Acredito que este mundo é limitado e final, mas há algo para além dele, o que o torna suportável. Podemos chamar-lhe Deus ou outra coisa qualquer… mas acho reconfortante que exista algo como a igreja. Para mim, o facto de podermos pecar e ser perdoados dá-me um certo alívio. Caso contrário, enlouqueceríamos”. Vale a pena ler.

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